Aline Silva, da luta olímpica, planeja a temporada de 2015

Única brasileira a subir no pódio em um Mundial, a lutadora da categoria até 75kg, terá rotina desgastante de treinos no Brasil e no exterior e representará o país no GP de Paris, dia 31

Divulgação

Aline Silva, de 28 anos, está se preparando para um 2015 muito frenético. A única lutadora brazuca que ganhou medalha em um Mundial de luta olímpica terá pela frente três competições de alto nível: o Grand Prix de Paris, o Pan de Toronto, em julho, e o Mundial, que será em Las Vegas, em setembro. E o primeiro. o GP na França, será no dia 31 de janeiro. No ano passado, ela foi a campeã. Ainda sem definir a programação de treinos, Ela vem trabalhando fortemente no Rio de janeiro e comenta como está a preparação

– Não tenho certeza ainda em quais locais vamos treinar, mas a maior parte nacional será no Rio de Janeiro. Devemos ir para o Japão, porque no ano passado o treino lá deu muito certo, mas ainda não sei, disse Aline, que embarcará para a França no dia 29.

Além de se preocupar com os treinos, Aline Silva diz que precisa conciliar, ou as vezes, ‘driblar’, o assédio de fãs e imprensa. Tudo isso pelo fato de ter conquistado a medalha de prata no Mundial de Tashkent, no Uzbequistão, em 2014, feito inédito na história da luta olímpica brasileira.

– Minha rotina ficou uma loucura. A procura de fãs e da imprensa foi enorme. Ficou difícil focar só no treino, tinha que dar atenção aos fãs, a imprensa. E a rotina ficou mais corrida ainda porque logo em seguida eu fui para o mundial militar e em dezembro veio o casamento – disse a lutadora da categoria de até 75kg.


Aline Silva é a maior expoente da luta olímpica brasileira e treina fortemente para ganhar mais medalhas (Divulgação)

Sobre o Mundial, o vice-campeonato não sairá definitivamente de sua cabeça, conquista na qual a paulista relembra com detalhes, tanto pelo lado do sacrifício, como a glória de subir ao pódio.

– Cheguei no meu limite (no Mundial), entrei forte e pra ganhar, queria o ouro, mas a prata inédita foi muito boa. O Mundial é uma competição que tem muita pressão. Mesmo o Brasil não tendo tradição na modalidade a cobrança é forte. Em todas as outras provas que competimos no decorrer do ano são preparatórias para o mundial e quando ele chega, é ganhar ou ganhar – comentou a terceira colocada no ranking mundial de sua categoria, apenas atrás da chinesa Feng Zhu, e atual campeã mundial, a americana Adeline Gray.

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Gray, inclusive, é apontada por Aline como a sua maior concorrente pelo ouro,  mas aponta também outra lutadora da China.

–  Considero a americana, contra a qual lutei na final do Mundial, uma forte concorrente. E tem também a chinesa, Jiping Lia, uma atleta forte – completou a atleta do Sesi.

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