Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


A primeira semana das olimpíadas sob olhares brasileiros

O que se disse no Brasil – Foto: DivulgaçãoO que se disse no Brasil – Foto: Divulgação

Como diria a especialista em psicologia esportiva, a gaúcha Patrícia Cassol: “O esporte é muito mais que socialização, educação, lazer e saúde. Ele engloba tudo isso e mais um pouco, pois esporte é vida, é feito de vidas”. Em uma semana de Jogos Olímpicos evidenciou-se, através das redes sociais, a maturidade da sociedade brasileira, comprovada pela máxima do poeta italiano Cesare Pavese, onde “toda a vida é política, e esta é a arte do impossível.”
Grupos de Amigos, comentaristas, parlamentares, donas de casas, aficionados, palpiteiros de plantão, oportunistas, ‘haters and lovers’, deu de tudo, misturando os temas atuais com o que está ocorrendo nas disputas em Tóquio. Antes das competições começarem os gêneros ganharam manchetes sobre a participação dos trans nas modalidades femininas. O Douglas do vôlei aproveitou que levantaram a bola para cair nas graças da torcida ao sair do armário, com a minoria colorida fazendo a festa. A fofocaiada com o perrengue da vida alheia, Gabriel Medina & COB com o vai e vem da Yasmin, também foi prato cheio. Com a encantadora fadinha Larissa (13 anos), vários aspectos correlatos foram associados: desde o trabalho infantil, a religião evangélica, o papel da família na infância das crianças, até políticas publicas de incentivo com a diminuição de impostos federais sobre produtos estrangeiros. O ouro de Italo Ferreira reluziu a pauta progressista do vitimismo das classes baixas, mas o sábio potiguar, filho de pescador, não se fez de rogado emendando o ditado sul coreano que diz: “se você não nasceu sendo, se você trabalhar muito, você pode se tornar.” E fim de papo!
A obrigatoriedade dos biquínis nos uniformes femininos de competições de praia, mostrou o empoderamento delas, sexismo aqui não. As garotas do futebol dos EUA impõem ao noticiário a pauta do racismo e do movimento ‘black lives matter’. Se deram mal, quem lacra não lucra!
A suspeita de corrupção e a inconformidade com a injustiça causada pelos supremos homens dos julgamentos, mostrou que a pior ditadura é aquela onde as papeletas das notas são inaceitáveis, com o inconformismo e o sentimento de roubo na cara dura da esperança dos atletas e da noite de sono de milhões de torcedores com as notas afinadas no skate e com a escandalosa garfada da medalha de Medina. A política partidária também não poderia ficar de fora, com as pesquisas constantes dos patrulheiros nos perfis dos atletas brasileiros para identificarem se apoiavam Bolsonaro ou Lula Livre.
Falou-se de tudo, menos em aborto, porque sem vida não há esporte ! Amém !

O que se disse no Brasil – Foto: Divulgação

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