Eles são promessas do esporte no mar, ela na quadra

A segunda reportagem do ND com promessas do esporte catarinense reúne três atletas de destaque: um deles em maratonas aquáticas, outro no surfe e outra no vôlei

Na segunda reportagem com as promessas do esporte catarinense, o ND apresenta três novos atletas que se destacam nas suas modalidades. Assim como na primeira matéria, publicada no último final de semana, nossos personagens desta edição também nasceram depois dos anos 2000 e têm conquistas de gente grande.

Mateus Herdy executando uma batida de backside – Foto: Divulgação/NDMateus Herdy executando uma batida de backside – Foto: Divulgação/ND

Hoje vamos conhecer mais sobre o ultramaratonista aquático, atual recordista dos 25 km da travessia do Arvoredo. Tem ainda um surfista que começou a dominar o mar na Praia da Joaquina, em Florianópolis, e faturou um título mundial de surfe na categoria júnior.

E, fechando a série, uma jogadora de vôlei que trocou de cidade para desenvolver seu potencial e foi campeã da II Copa Santa Catarina Infantil de vôlei.

Motorzinho, um recordista no mar

Luiz Fernando de Oliveira Farias, o Motorzinho, é de Brusque e tem 16 anos. Ele começou a nadar aos nove para tratar um problema de saúde. “Comecei por causa da bronquite asmática. Depois, viram meu potencial e me chamaram para entrar na equipe de natação”, conta o garoto.

Luiz Motorzinho, promessa em maratonas aquáticasLuiz Fernando de Oliveira, o Motorzinho, começou a nadar para tratar a bronquite asmática e se tornou um recordista no mar – Foto: Divulgação/ND

Durante quatro anos, Motorzinho nadou provas curtas em piscinas, depois, descobriu o mar e os recordes. Em fevereiro de 2020, uma grande conquista. Aos 15 anos, Luiz nadou a Travessia do Arvoredo em 4h29min, estabelecendo o novo recorde da prova.

O primeiro ultramaratonista de Santa Catarina menor de 18 anos treina de 40 a 50km por semana no Sociedade Esportiva Bandeirante, na sua cidade natal.

Seu técnico é especialista na modalidade, Alexandre Kirilos. De Curitiba, no Paraná, Kirilos passa a planilha de treinos que Motorzinho executa em Brusque.

Ciente de que está aprendendo com um dos melhores e com potencial para evoluir e disputar desafios mundiais, Motorzinho se dedica à escola de manhã e à tarde aos treinos. Ele está no 2º ano do Ensino Médio.

A pandemia, segundo ele, não atrapalhou em nada no esporte. “Eu treino sozinho no clube, então, estou treinando direto”.

Motorzinho detém o recorde da Travessia do Arvoredo, completando os 25km da prova em 4h29min – Foto: Divulgação/NDMotorzinho detém o recorde da Travessia do Arvoredo, completando os 25km da prova em 4h29min – Foto: Divulgação/ND

Nas horas vagas, Luiz gosta de jogar futebol. No mar, quer acumular conquistas. “Mais que olimpíadas, mundial, quero quantidade de troféus”.

Seus ídolos na natação são Michael Phelps e o treinador Kirilos. Além de medalhas, o garoto quer usar o fôlego nas águas para ajudar as pessoas. Em paralelo à carreira, quer ser salva-vidas.

Mateus Herdy pegou as primeiras ondas na joaca

Filho e sobrinho de surfistas – Alexandre Herdy e Guilherme Hendry, pai e tio respectivamente, foram campões de etapas de Mundial de surfe-, o manezinho Mateus Herdy, 20 anos, nunca vislumbrou algo diferente na vida.

Mateus Herdy, promessa do surfeMateus Herdy é filho e sobrinho de surfistas – Foto: Divulgação/ND

“Cresci naquele meio e nunca vi outra opção”, conta Mateus, uma promessa do surfe que tem no currículo o Campeonato Mundial Júnior, conquistado em 2018.

O aprendizado no surfe começou aos três anos, em especial na Praia da Joaquina. “Aprendi a surfar em toda Florianópolis, mas o lugar onde passei mais tempo foi na praia da Joaquina.”

A manobra preferida dele, atualmente, é o Aéreo Alley-oop, que Mateus começou a executar com 12 anos.

“A onda tem que oferecer uma rampa, uma ajuda, porém, é uma manobra que assim que você pega, começa a voltar várias vezes e a conhecer teu corpo durante a manobra, não fica tão difícil”, explica.

Focado, Mateus pretende concluir os estudos fazendo supletivo. Nas horas vagas, se considera alguém normal. “Netflix, sair com meus amigos, filmes de surfe, conversas sobre o esporte”.

Sobre as referências, não se compromete: “Existe o melhor surfista para cada condição. Eu sou fã de todo mundo. Se eu citar um, teria que citar todos”.

O seu sonho pessoal no esporte é ser feliz. Com a sua carreira, além de vencer campeonatos, quer devolver tudo o que o surfe, a praia da Joaquina e Florianópolis lhe deram. “Quero organizar eventos para a molecada e ser exemplo”.

Júlia quer ir para o exterior com o vôlei

Júlia Carvalho de Jesus, 16 anos, começou a jogar por causa da mãe, que também se aventurou nas quadras de vôlei quando mais nova. Só que a filha quis mais. Ainda na cidade natal, Imbituba, no Sul do Estado, começou a praticar na Educação Física. Em 2019, a indicação para um teste em Nova Trento, no projeto coordenado por Vandelina Tomasoni Ribeiro, a Vandeca.

Júlia Carvalho. promessa do vôlei femininoJúlia Carvalho de Jesus saiu de Imbituba para treinar vôlei em Nova Trento – Foto: Divulgação/ND

Foram dois dias de teste e a aprovação. Mas a conquista veio atrelada a uma novidade: Júlia precisou mudar de cidade, sozinha, passando a morar no alojamento do time.

“Meus pais ficaram de coração apertado. Não imaginavam que eu mudaria a minha vida assim, mas eu aceitei o risco. Amo jogar vôlei e por isso estou longe da minha família, dos amigos, de tudo”.

Júlia Carvalho com a mãe, Andreza Carvalho, e o troféu da II Copa Santa Catarina infantil de vôlei – Foto: Divulgação/NDJúlia Carvalho com a mãe, Andreza Carvalho, e o troféu da II Copa Santa Catarina infantil de vôlei – Foto: Divulgação/ND

No projeto de Nova Trento, por onde passaram alguns nomes de projeção nacional do vôlei, a exemplo de Rosamaria, da Seleção Brasileira, Júlia acredita estar crescendo na vida e no esporte.

A promessa do vôlei vê melhorias no passe, no encaixe dos golpes e na passada. Também se considera melhor em fundamentos como saque, defesa e saltos, mas acredita que seu diferencial é o ataque.

O foco nos treinamentos trouxe uma conquista inesquecível em 2020, no último torneio que disputou antes da pandemia: ela foi campeã da II Copa Santa Catarina Infantil realizada em São João Batista.

Na pandemia, o time segue se preparando para estar bem quando as competições voltarem. Nas horas vagas, Júlia gosta de ver filmes, conversar com as amigas no alojamento e estudar. Ela está no terceirão.

Sua meta no esporte é ir para o exterior: “Quero jogar e estudar nos EUA, conhecer uma nova cultura. Eu gosto de desafios”, finaliza.

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