Empresa de Joinville anuncia patrocínio a atletas olímpicos

Edson Silva (canoagem) e Edenilson Floriani (atletismo) contam com apoio de construtora para buscar vaga e representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Japão

A construtora Rôgga, de Joinville, anunciou, recentemente, que irá patrocinar até dezembro Edson Silva, atleta olímpico de canoagem, e Edenilson Floriani, do atletismo paralímpico. 

Aos 38 anos, Edinho (como Edson Silva é conhecido) tem como meta conquistar uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, em julho deste ano. Atualmente, está em primeiro lugar na seletiva nacional para os campeonatos internacionais e para Tóquio.

Edinho, atleta da canoagemEdinho teve a rotina alterada na pandemia, mas agora está totalmente focado nas Olimpíadas de Tóquio. – Foto: Divulgação ND

Atleta da Seleção Brasileira de Canoagem desde 2000, ele já representou o país em 76 competições mundiais e trouxe para casa 27 medalhas de ouro, 36 de prata e 13 de bronze.

Remunerado pelo Bolsa-atleta, esta é a primeira vez que o canoísta de velocidade recebe patrocínio privado.

“O auxílio do governo federal nem sempre cobre a totalidade dos investimentos para que o atleta se mantenha em forma, tendo em vista as diversas exigências que envolvem o condicionamento físico. O patrocínio da Rôgga será fundamental”, diz.

Edenilson Floriani, 30 anos, concorda. Recordista mundial no lançamento de dardo com a marca de 56 metros e 56 centímetros – índice obtido em 2019 no Campeonato Brasileiro de Atletismo, o atleta paralímpico do Clube Centro Esportivo para Pessoas Especiais (CEPE) também está de olho em uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Sua estreia no atletismo foi em 2016, nos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina, onde conquistou três medalhas de ouro.

Em 2017 iniciou em competições de alto rendimento organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Em 2018, na Colômbia, foi classificado internacionalmente e bateu o recorde das Américas no lançamento de dardo classe F42.

“Agora, a meta é garantir a vaga para Tóquio. Atualmente, estou dentro da lista longa, onde estão atletas com chances de ir para as Paralimpíadas. Depois da fase de avaliação e treinamento, em abril, temos a tomada de tempo em junho, onde será definida a lista curta e os atletas que viajam para o Japão”, conta.

Assim como Edinho, Edenilson também comemora o patrocínio. “Esse suporte será fundamental para que eu possa buscar a melhor performance dentro da minha prova, alavancando os índices técnicos. Santa Catarina é um berço de talentos esportivos e se cada empresa adotasse um atleta, teríamos muitos jovens brilhando no cenário nacional e internacional.”

Thales Silva, diretor comercial da construtora, diz que a empresa investe em diferentes iniciativas esportivas, desde projetos de base até atletas de alto desempenho. Na última década, mais de 100 crianças e adolescentes do atletismo já foram beneficiados pela Rôgga em Joinville.

“O esporte é uma ferramenta de inclusão social e um importante aliado na formação de jovens talentos, que, ao se destacarem em suas modalidades, tornam-se referência e fonte de inspiração”, comenta.

Em fevereiro, as atletas Tamiris de Liz, Ana Lays Bayer e Samara Furtado, do atletismo, também tiveram seus contratos de patrocínio renovados por mais um ano.

Treinos na pandemia

Focados nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, Edinho e Edenilson contam como estão se adaptando à rotina durante a pandemia. “Estou com alguns materiais em casa para conseguir dar continuidade aos treinamentos e a parte de força eu realizo na academia. Já os treinos específicos são online, com acompanhamento dos técnicos por videoconferência. Sempre que os decretos abrem uma brecha, voltamos aos treinos presenciais”, conta Edenilson.

Edinho também teve a rotina totalmente alterada, com impacto não apenas nos treinamentos.

“O calendário de competições sofreu impactos negativos, com eventos adiados, cancelados, reagendados, inclusive os Jogos Olímpicos de 2020. Tudo isso causou dificuldade e instabilidade no plano de treino e projetos futuros. Teve centro de treinamento fechado, reaberto, fechado de novo, clubes impedidos de abrir, academias fechadas. Tivemos de nos adaptar, mas o foco agora está totalmente em Tóquio”, conclui.

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