Escolinha de futebol de Florianópolis tem 25 vagas gratuitas para meninos e meninas

Os irmãos Kaike e Kaynan participam do projeto há dois anos e pretendem jogar futebol profissional, mas frequentam a escolinha por outros motivos

A escolinha de futebol do Vila F.C., nos Ingleses, Norte da Ilha, tem capacidade para receber mais 25 crianças de sete a 15 anos. Meninos e meninas podem participar do projeto e das aulas às terças e quintas-feiras, no contraturno escolar. A escolinha é gratuita e serve, tanto para quem alimenta o sonho de jogar futebol profissional, quanto para crianças de Florianópolis que buscam a prática por saúde ou diversão.

Kaike, aluno da escola de futebol do VilaO pequeno Kaike Barboza, oito anos, participa da escolinha de futebol e agora vai para a equipe de alto rendimento – Foto: Leo Munhoz/ND

Jucélio de Vasconcelos, o Celinho, tem 40 anos e trabalha há sete na escolinha. Ele disse que o projeto atende os alunos com 100% de gratuidade graças ao apoio da prefeitura. Atualmente, são aproximadamente 80 alunos. O número caiu em função da pandemia.

“Quando veio a pandemia, praticamente paramos por um ano e meio. Tivemos aula online, mas caiu para 25, 30 meninos participando. Agora, aos poucos, estamos voltando. Antes, só poderia ter dez alunos, agora, pode ter mais gente”, explicou Celinho.

Celinho e Juninho, professores da escolinha de futebol do VilaCelinho e Juninho, ex-jogadores do amador no Vila, são professores da escolinha de futebol – Foto: Leo Munhoz/ND

O professor considera a escolinha fundamental no bairro, sobretudo porque Ingleses tem muitas famílias carentes: “Temos muitos problemas ao redor. Aqui, eles só querem bater a bolinha deles. É uma opção de lazer para as crianças, com tanta carência que temos, hoje em dia, nessa questão de lazer”.

A escolinha de futebol tem foco no social

Ao todo, o projeto tem quatro turmas, duas à tarde e duas de manhã. Aos sábados ocorrem os amistosos e jogos de campeonatos. Os alunos que se destacam no projeto social migram para o alto rendimento. Segundo Celinho, embora alunos do Vila, eventualmente, cheguem à base de Figueirense e Avaí, o foco do projeto é social.

Professores e alunos da escolinha de futebol do VilaMeninos e meninas de sete a 15 anos podem participar do projeto – Foto: Leo Munhoz/ND

“No Vila, especificamente, procuramos integrar as crianças, fazer que eles pratiquem esporte e desenvolvam ao máximo o futebol, mas não é focado em revelar jogador. Os meninos que têm rendimento maior, levamos para o projeto de alto rendimento, o Star Ball, com o professor Cleber, mas o foco é trabalhar o social, fazer a molecada brincar”, afirmou Celinho.

Entre a escolinha de futebol, o colégio e o jiu-jitsu

Os irmãos Kaike, oito anos, e Kaynan Barboza, 13, são alunos do projeto social no Vila. Kaike acaba de ser selecionado para o alto rendimento. Ele alimenta o sonho de ser profissional e, assim como o irmão, se divide entre a escola, o futebol e as aulas de jiu-jitsu.

“Estou muito feliz. Eu me esforço para ser melhor. Estou aqui há dois anos e gosto muito. Aqui, aprendo a jogar e sobre amizade também”, contou Kaike. Segundo ele, seus principais fundamentos no futebol são o gol e o passe: “É legal dar oportunidade para um amigo fazer gol”, comentou o garoto.

Kaike Barboza participa da escolinha de futebol e quer ser jogador profissionalO pequeno Kaike vai conciliar futebol e jiu-jitsu até onde conseguir – Foto: Leo Munhoz/ND

Apaixonado por esporte, Kaike não fechou as portas para o Jiu-jitsu. Enquanto for possível, vai conciliar. Questionado sobre qual jogador mais o inspira, ele não tem dúvida: Neymar! Seu irmão, Kaynan, por outro lado, tem como ídolo o portugês Cristiano Ronaldo. Com base nessa referência, ele sonha alto:

“Quando crescer quero ser igual a ele, ou melhor”, declarou o menino. Torcedor do Flamengo, também aprecia o futebol do uruguaio Arrascaeta. Em campo, Kaynan gosta de atuar como ponta, ou lateral esquerda. Drible, chute e assistência são os fundamentos que ele acredita ter desenvolvido melhor.

Kaynan também quer ser jogador profissional, mas está aberto a profissionalização no jiu-jitsu. “O futebol está um pouco acima”, disse o garoto. Sobre o Vila, Kaynan disse que não é só o esporte o que mais o atrai para o projeto: “O mais legal da escolinha é que tem o futebol, mas também a amizade com o técnico. É bom vir aqui não só para jogar bola, mas para conversar com as pessoas e criar amizades”, enfatizou Kaynan.

Celinho é professor na escolinha de futebol do Vila nos InglesesSob o olhar atento dos professores, meninos e meninas desenvolvem o futebol e ocupam a mente com o esporte – Foto: Leo Munhoz/ND

Para a mãe dos meninos, Kalica Barboza, 41 anos, o empenho deles no esporte é motivo de orgulho. É ela quem acompanha os meninos nos treinos e competições. “Apoio bastante, porque acho importante ocupar a mente deles com o esporte. Ninguém na família jogava. Eles começaram por livre e espontânea vontade”, revelou a mãe coruja.

Na pandemia, Kalica e os meninos sentiram bastante a interrupção dos treinos no Vila. “Manter os dois dentro de casa sem esporte, sem atividade, não foi fácil. Eles têm muita energia. Jogavam bola dentro de casa, no terreno, mas totalmente diferente de estar aqui”, lembrou Kalica. Moradora dos Ingleses, ela disse que o bairro necessita de mais projetos sociais como este, ligados ao esporte.

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