Mulheres ciclistas de Xanxerê fazem curso de mecânica de bikes

O grupo "Elas na Magrela" começou em 2018 e, atualmente, conta com 90 mulheres que praticam o ciclismo no município

Em setembro de 2018 um grupo de mulheres amantes do ciclismo se reuniu para a prática do esporte em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. Com a união das mulheres e a partir de um grupo no WhatsApp, surgiu o “Elas na Magrela” que já chegou a atingir 100 participantes. Em 2020, com a pandemia da Covid-19, o número caiu para 90, mas não diminuiu a paixão das mulheres pelo pedal.

Onze mulheres vestidas com o uniforme do grupo "Elas na Magrela". Elas estão em duas fileiras, na frente cinco mulheres segurando uma bandeira escrito Elas na Magrela Xanxerê-SC e outras seis mais atrás. Todas estão posando para a foto e sorrindo. A blusa do uniforme delas é uma camiseta de manga longa cor-de-rosa com faixas amarelas nos braços e na lateral da blusa. Todas estão de tênis e algumas de calça jeans e outras de calção de andar de bike. Ao lado esquerdo e direto aparece uma parte de bicicletas.Grupo “Elas na Magrela” conta com 90 mulheres ciclistas. – Foto: Arquivo Pessoal/ND

Recentemente algumas integrantes do grupo participaram de um curso de mecânica básica. “Foi um curso simples, mas muito prático. Aprendemos até a trocar pneu. A ideia é que possamos sair nos pedais com mais segurança e independência”, disse a ciclista, Alexandra Parisotto Gesser.

O curso reuniu poucas mulheres para não criar aglomerações. Mas, segundo a ciclista, a ideia é fazer o treinamento em outras oportunidades conforme for a procura.

Associação Desportiva de Ciclistas

Do grupo “Elas na Magrela” surgiu a ACEMAX (Associação Desportiva de Ciclistas Elas na Magrela Xanxerê), na qual Alexandra é presidente. A entidade conta com 18 participantes e é aberta para qualquer mulher ciclista que deseje participar.

A associação foi fundada em fevereiro de 2020 e mesmo com os imprevistos e as dificuldades impostas pela pandemia, o grupo conseguiu se organizar e estruturar.

Parte das integrantes participaram de um curso de mecânica básica para bicicletas. – Foto: Arquivo Pessoal/NDParte das integrantes participaram de um curso de mecânica básica para bicicletas. – Foto: Arquivo Pessoal/ND

Alexandra diz que o ano de 2020 foi muito conturbado para a prática do esporte. “Em 2019 tínhamos uma rotina ativa, com pedal semanal e horários agendados para o incentivo do ciclismo na sociedade xanxerense. Já em 2020, as dificuldades para manter os encontros do grupo acabaram distanciando um pouco nossas atividades físicas” relata.

A presidente da ACEMAX conta que com a pandemia as mulheres acabaram por fazer treinos separadas, ou em pequenos grupos. “Porém, os grandes pedais acabaram sendo deixados de lado. Acreditamos que em 2021 conseguiremos retomar as atividades em grupos maiores”, avalia.

Reconhecimento do ciclismo feminino

A presidente da ACEMAX observa que a intenção é preparar o terreno em 2021 para que a atividade possa ser retomada, reconhecida e também receba mais apoio das governanças municipais.

“Isso é para que possamos ser reconhecidas e respeitadas como parte do trânsito de nossa cidade. Hoje percebemos o aumento no número de bicicletas circulando em Xanxerê, seguindo uma tendência mundial”, pontua.

O treinamento será realizado em outras etapas para as mulheres para evitar aglomerações. - Arquivo Pessoal/ND
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O treinamento será realizado em outras etapas para as mulheres para evitar aglomerações. - Arquivo Pessoal/ND

O curso ensinou noções básicas, entre elas a troca de pneus. - Arquivo Pessoal/ND
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O curso ensinou noções básicas, entre elas a troca de pneus. - Arquivo Pessoal/ND

Parte das integrantes participaram de um curso de mecânica básica para bicicletas. - Arquivo Pessoal/ND
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Parte das integrantes participaram de um curso de mecânica básica para bicicletas. - Arquivo Pessoal/ND

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Grupo "Elas na Magrela" conta com 90 mulheres ciclistas. - Arquivo Pessoal/ND

Na avaliação de Alexandra, a bicicleta está sendo usada além de meio de atividades físicas, mas também como transporte essencial. Segundo ela, o objetivo é poder pedalar pela cidade e em rodovias com segurança, assim como o código de trânsito prevê.

“A gente sabe das dificuldades em relação à Covid-19 e da necessidade de segurança. Mas também sabemos da importância do exercício físico para estímulo à imunidade. Então, tentamos mesclar as coisas para podermos trabalhar”, acrescenta.

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