Sete clubes participam da Copa Brasil de Remo de Praia neste final de semana em Florianópolis

Evento será na praia de Canasvieiras, Norte da Ilha, com sete clubes brasileiros, sendo três catarinenses, e 70 com atletas competindo

Neste final de semana, Canasvieiras, no Norte da Ilha, vai sediar o primeiro evento nacional de remo em 2022: a 1ª Copa Brasil de Remo de Praia. Três clubes catarinenses vão competir: Riachuelo e Aldo Luz, de Florianópolis, e o América, de Blumenau. Fecham a lista Flamengo (RJ), Grêmio Náutico União (RS), Corinthians e Bandeirantes (SP).

Berckenhagen estará na Copa Brasil de remo de praiaHerbert Berckenhagen no mundial em 2021; atleta do Bandeirantes estará na Copa Brasil de Remo de Praia – Foto: World Rowing/Divulgação/ND

Mais de 70 atletas estão inscritos, alguns de forma individual, sem representar clubes. Campeão catarinense de remo em 2021, o Martinelli resolveu não participar.

A copa foi organizada pela CBR (Confederação Brasileiro de Remo), em parceria com a Feresc (Federação de Remo do Estado de Santa Catarina). O evento tem apoio da Prefeitura de Florianópolis, do Curta Mais Floripa, da Afesc (Associação das Federações de Santa Catarina) e do Grupo ND.

“Nos antecipamos, nos organizamos e conseguimos trazer esse evento para Florianópolis. A mudança que eu vejo é cultural. As pessoas vão começar a ver o remo não só em lugares definidos. O remo pode estar em qualquer lugar. Esse é o mote de trazer a copa para cá”, destacou o presidente da Feresc, André Dutra.

Segundo ele, o esporte vivencia o surgimento do remo de praia, que tem um barco semelhante ao do remo olímpico, porém, com peculiaridades. A principal é a possibilidade de remar mesmo em praias com ondas. O barco de remo costal é mais largo, mais reforçado e, nele, a água entra e sai.

André Dutra, presidente da Feresc, no mundial de remo em 2017 – Foto: Divulgação/NDAndré Dutra, presidente da Feresc, no mundial de remo em 2017 – Foto: Divulgação/ND

“Se eu quiser remar na onda, ele vai cortar e a água vai sair pela popa. O barco de remo costal pesa 15 quilos a mais que o olímpico. No Brasil, temos cinco barcos de remo costal, que são da confederação”, relatou Dutra.

Os barcos do remo olímpico, por serem mais leves, são mais velozes, porém, necessitam de condição climática favorável e do mar praticamente sem ondas.

“Quando resolvemos fazer esse evento de praia, sabíamos que era preciso ir onde as pessoas estão. Nada melhor do que Canasvieiras. Estamos no verão em Florianópolis, então, teremos o público na praia”, disse Dutra.

Ele acredita que, levando a competição para um balneário famoso, muita gente vai perguntar onde é possível remar em Florianópolis e pelo estado, o que pode fortalecer os clubes catarinenses.

A intenção dos organizadores é que, a partir de 2023, a Copa Brasil de Remo de Praia ocorra em circuito nacional. “A ideia é percorrer vários lugares do Brasil, começando do Sul, no verão, passando por Copacabana, no Rio de Janeiro, e fechando no Nordeste”, revelou Dutra.

Sistemática da Copa Brasil de Remo de Praia

A Copa Brasil de Remo de Praia será realizada no canto direito da praia de Canasvieiras, perto do trapiche. No sábado (5), serão realizadas as classificatórias. No domingo (6), semifinais e finais.

No remo costal, o atleta sai de um portal na praia, corre 50 metros até o barco e rema 500 metros. Os primeiros 250 metros em slalom, contornando boias, e os outros 250 no retorno. Chegando na praia, o atleta corre mais 50 metros até a linha de chegada.

Tiago Almeida, técnico do Riachuelo, que também vai competir na 1ª Copa Brasil de Remo de Praia – Foto: Divulgação/NDTiago Almeida, técnico do Riachuelo, que também vai competir na 1ª Copa Brasil de Remo de Praia – Foto: Divulgação/ND

“O interessante é que nosso público verá os atletas da largada até a chegada. É diferente do remo olímpico, que as provas têm 2.000 metros e a pessoa vê os últimos 500 metros apenas”, comparou o presidente da Feresc.

No primeiro dia do evento, os quatro melhores de todas as baterias, de cada classe, conquistam vaga nas semifinais e os dois melhores disputam a final. As semifinais estão previstas para começar às 8h e as finais às 11h.

“Serão 10 categorias, sendo oito individuais e duas por revezamento. No revezamento, a equipe é formada por quatro remadores. O primeiro sai da praia correndo e embarca, o segundo e o terceiro entram na praia e o quarto fecha até a linha de chegada”, explicou Dutra.

Segundo ele, a procura na categoria sênior foi muito grande, porque os atletas estão de olho na possibilidade de a modalidade entrar no programa dos Jogos Olímpicos de 2028 em Los Angeles (EUA).

“Há mais de uma década Florianópolis não recebe um evento oficial e nacional da confederação. A ideia é poder receber mais eventos de remo, não só do costal, mas também do Olímpico”, disse Dutra.

Martinelli não disputa a 1ª Copa Brasil de Remo de PraiaMartinelli é o atual campeão catarinense de remo e conquistou a Taça ND 15 anos – Foto: José Somensi/ND

O remo tem ainda o campeonato brasileiro, que voltará a ser disputado, em 2022, por federações. Os atletas de Santa Catarina vão competir representando o Estado, contra remadores de outras federações, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pará. Esse formato não era realizado há cerca de 15 anos e a competição será em setembro.

Já o próximo estadual de remo será em quatro etapas, as primeiras em Florianópolis, em março, maio e agosto, a última em Blumenau, em outubro, em paralelo à Oktoberfest.

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