9 espécies vão compor nova restinga de Balneário Camboriú após alargamento

Prefeitura vai fazer um investimento de mais de R$ 1,5 milhão na recuperação da Praia Central, após o alargamento

A prefeitura de Balneário Camboriú deve investir mais de R$ 1,5 milhão na recuperação da Praia Central, após o alargamento. O projeto executivo prevê o plantio de mudas nativas de restinga em toda a extensão da praia, assim como a instalação de cercas e de “passarelas” para acesso dos banhistas.

9 espécies vão compor nova restinga de Balneário Camboriú após alargamento – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/Divulgação9 espécies vão compor nova restinga de Balneário Camboriú após alargamento – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/Divulgação

O projeto prevê o plantio de nove espécies de plantas de restinga: capim-das-dunas, capim-arame, capim-da-praia, batateira-da-praia, acariçoba, pinheirinho-da-praia, capotiraguá, margarida-da-praia, e feijão-da-praia.

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O capim-das-dunas, o capim-arame e a acariçoba vem sendo usadas, inclusive, na recuperação das dunas da Praia Brava, na vizinha Itajaí. Essas três espécies trabalham na fixação das dunas.

Conforme o projeto, a criação das mudas deverá ser feita em viveiros da prefeitura de Balneário Camboriú, ou podem ser provenientes de produtores da região. Estolões (um tipo de caule que pode ser usado na propagação de plantas) também serão coletados em áreas doadoras, em praias próximas à Praia Central.

O projeto estima que serão necessárias 33.167 mudas para completar a área da praia que será recuperada.

Segundo a secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloisa Furtado Lenzi, a escolha das plantas que vão compor a restinga leva em consideração o sombreamento da praia, que, em Balneário Camboriú, acontece por volta das 15h.

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A oceanógrafa Débora Ortiz Lugli Bernardes recentemente concluiu uma pesquisa onde analisou o impacto do sombreamento em uma espécie de planta de restinga. Segundo ela, a pesquisa concluiu que, para a espécie analisada, comum na região, o sombreamento não possui impacto negativo.

“Essas plantas costumam se adaptar. Essa espécie, em específico, se adaptou a aproveitar o sol da manhã, que nasce no mar”, explica. Segundo ela, o que pode acontecer é que as plantas mais adaptadas permanecem, e as que não se adaptarem, acabam saindo. Isso reduz a diversidade da restinga.

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