Perigo no mar: conheça os animais que “invadem” as praias de SC no verão

Espécies como caravelas do mar, ouriços e dragões azuis podem provocar queimaduras e lesões; atenção e conhecimento por parte dos banhistas é importante, segundo biólogo

Com o sol escaldante e a água gelada, tomar banho de mar é um ótimo programa de verão. Mas conhecer a fauna marinha do litoral de Santa Catarina é uma boa pedida para quem quer se jogar na água com segurança e evitar lesões ou queimaduras.

Na vastidão de espécies que habitam as praias catarinenses, Rodrigo Ávila Mendonça, biólogo e professor da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), destaca cinco para ficar no radar. Confira:

Coexistência

“No ambiente marinho, nós, seres humanos, interagimos com outros seres vivos. As pessoas precisam entender que entram em um ambiente que não é somente do ser humano”, explica o biólogo.

Nas praias de mar aberto, com águas totalmente conectadas ao oceano, deve-se atentar a dois famosos animais classificados como cnidários: as águas-vivas e caravelas. Também ao dragão azul, uma espécie de molusco. Estes animais podem provocar queimaduras.

Próximo aos costões há incidência de mariscos (ou mexilhões) e ouriços-do-mar. O primeiro é coberto por uma concha protetora, e o segundo por espinhos. Por suas estruturas, são animais que podem causar algum acidente, como lesões nos pés ao pisar.

Cuidados

Como prevenção, Ávila menciona dois hábitos importantes. Antes de entrar no mar, é bom consultar os guarda-vidas sobre a situação das praias e se há muita incidência destes animais.

Caso o banhista perceba a presença de algum desses animais, vale avisar aos profissionais para auxiliar no trabalho preventivo.

“No dia em que os animais estiverem nas praias, o melhor é que os banhistas não usufruam do mar e façam outras atividades. É importante prestar atenção nesse ambiente”, ressalta o biólogo.

Água-viva: No último verão, as lesões por água-viva aumentaram 33% em Santa Catarina. Com as ‘perninhas’ semelhantes a microagulhas, elas liberam uma substância tóxica que provoca queimaduras. Os sintomas são semelhantes a uma queimadura com fogo e a gravidade depende de cada organismo. Quem sofrer queimaduras por água-viva deve procurar ajuda de salva-vidas – Foto: Arquivo/Fernando Mendes/ND
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Água-viva: No último verão, as lesões por água-viva aumentaram 33% em Santa Catarina. Com as ‘perninhas’ semelhantes a microagulhas, elas liberam uma substância tóxica que provoca queimaduras. Os sintomas são semelhantes a uma queimadura com fogo e a gravidade depende de cada organismo. Quem sofrer queimaduras por água-viva deve procurar ajuda de salva-vidas – Foto: Arquivo/Fernando Mendes/ND

Com um azul marcante, os moluscos “dragão azul” são pequenos, mas podem provocar queimaduras semelhantes às provocadas por águas-vivas e caravelas. Eles, inclusive, se alimentam de caravelas – Foto: Portal R7/Reprodução/ND
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Com um azul marcante, os moluscos “dragão azul” são pequenos, mas podem provocar queimaduras semelhantes às provocadas por águas-vivas e caravelas. Eles, inclusive, se alimentam de caravelas – Foto: Portal R7/Reprodução/ND

As caravelas do mar chamam a atenção pelo colorido que varia entre o rosa e o azul e por flutuarem no mar. Principalmente nos tentáculos, elas concentram células urticantes e liberam toxinas durante o contato físico, que podem provocar queimaduras químicas de até terceiro grau. Na foto, uma caravela na praia de Itapema, em novembro de 2020 – Foto: Felipe Bottamedi/ND
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As caravelas do mar chamam a atenção pelo colorido que varia entre o rosa e o azul e por flutuarem no mar. Principalmente nos tentáculos, elas concentram células urticantes e liberam toxinas durante o contato físico, que podem provocar queimaduras químicas de até terceiro grau. Na foto, uma caravela na praia de Itapema, em novembro de 2020 – Foto: Felipe Bottamedi/ND

Moluscos ou mexilhões são encontrados próximos aos costões e, apesar de não apresentarem risco de queimaduras, são cobertos por conchas cujas estruturas podem provocar cortes principalmente nos pés. Os ouriços-do-mar, animais com estrutura ponta, também oferecem risco de lesão – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/ND
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Moluscos ou mexilhões são encontrados próximos aos costões e, apesar de não apresentarem risco de queimaduras, são cobertos por conchas cujas estruturas podem provocar cortes principalmente nos pés. Os ouriços-do-mar, animais com estrutura ponta, também oferecem risco de lesão – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/ND

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