Após desastre, Lagoa da Conceição será monitorada nos próximos dois meses

A Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina resolveu criar um Plano de Monitoramento da área e promete avaliar, toda semana, a qualidade da água na Lagoa da Conceição

O desastre ambiental que ocorreu no final de janeiro, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, tem novos desdobramentos. Após o rompimento do talude da lagoa artificial da Casan, a Aresc (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina) resolveu criar um Plano de Monitoramento da área.

Aresc cria Plano de Monitoramento da água na Lagoa da ConceiçãoApós desastre, Lagoa da Conceição será monitorada nos próximos dois meses. Pesquisador aponta que índices de oxigênio muito baixos podem matar animais e organismos marinhos – Foto: Leo Munhoz/ND

A tragédia de 25 de janeiro alagou casas, arrastou e danificou carros, além de poluir a Lagoa. A ideia, com o Plano de Monitoramento, é avaliar a qualidade da água na Lagoa nos próximos dois meses, toda semana.

De acordo com a gerente de Saneamento Básico da Aresc, Luiza Burgardt, ao todo, serão 40 amostras do corpo receptor superficial da Lagoa da Conceição.

“Continuaremos, também, o monitoramento da Estação de Tratamento de Esgoto, com oito amostras de efluente sanitário bruto e oito de efluente sanitário tratado, assim como a disposição final na lagoa artificial, com 16 amostras no lençol freático”, explica Luiza.

A ação começou na última sexta-feira (5) e deve terminar em 26 de março. Os resultados serão divulgados em relatórios intermediários. Além disso, no final do Plano de Monitoramento, o órgão regulador fará um relatório conclusivo.

Ainda segundo Luiza, o intuito do programa é verificar se houve possíveis impactos negativos na Lagoa, para auxiliar os órgãos competentes em futuras decisões e até nas propostas de remediação, se necessário.

Monitoramento será executado com os Bombeiros

O monitoramento da Aresc será feito em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar. Para tanto, serão coletadas amostras de água em cinco pontos da Lagoa da Conceição, principalmente nas áreas afetadas com a inundação.

Segundo informações do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), os bombeiros vão apoiar na logística das coletas, ou seja, no transporte dos técnicos da Aresc, considerando que o trabalho será realizado em alguns pontos mais para dentro da Lagoa.

O Batalhão de Florianópolis é quem vai auxiliar os trabalhos, utilizando as embarcações do GBS (Grupamento de Busca e Salvamento).

Na visão da bióloga da Aresc, Larissa Martins, a Lagoa tem um canal um tanto estreito e a sua capacidade de renovação da água é bem reduzida, o que faz a circulação de água ser pequena e a velocidade de correnteza baixa.

“Por isso que ela se torna propensa a certas contaminações de poluentes, como efluentes sanitários (…). Levando em consideração essas características, decidimos iniciar uma ação que possibilitará durante um período, a avaliação da qualidade da água da Lagoa”, disse Larissa.

Na semana do rompimento da lagoa artificial da Casan, uma equipe técnica da Aresc coletou amostras nas margens da Lagoa da Conceição. O novo plano de monitoramento, no entanto, vai abranger mais pontos no interior das águas. Ou seja, as futuras avaliações devem mostrar, com mais exatidão, a atual situação da água na Lagoa.

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