Aprovado projeto que incentiva proteção de abelhas nativas de Florianópolis

Projeto de lei trata das abelhas sem ferrão, chamadas de "meliponas", e estimula a polinização urbana no município. Só na Ilha, são 34 espécies nativas

O projeto de lei que reforça a proteção às abelhas nativas de Florianópolis, foi aprovado na tarde desta segunda-feira (28) pela Câmara de Vereadores.

O PL (projeto de lei) 17.834/19 incentiva a proteção às abelhas nativas sem ferrão, chamadas de “meliponas”, e também estimula a polinização urbana no município.

Projeto de lei quer reforçar a proteção às abelhas nativas de Florianópolis – Foto: Reprodução/ND

Só na Ilha de Santa Catarina são 34 espécies nativas de abelhas. Por não terem ferrão, as abelhas não apresentam risco para a população e podem ser manejadas em áreas urbanas.

Sobrevivência ameaçada

As abelhas são reconhecidas pelo importante papel na polinização. Mesmo assim, a morte desses insetos tem afetado significativamente a biodiversidade no planeta, prejudicando, inclusive, a produção de alimentos.

Esses temas foram lembrados no debate durante a sessão na Câmara. A sobrevivência das abelhas sem ferrão está ameaçada por conta dos constantes desmatamentos, queimadas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e ainda as constantes mudanças climáticas.

Para os parlamentares, o projeto incentiva e apoia a implantação de estações de meliponários em áreas públicas, centros de saúde, escolas,  parques e até em unidade de conservação.

Com isso, a instalação dos meliponários públicos, gratuitos e pedagógicos, pode despertar o interesse pela polinização urbana, favorecendo a manutenção da biodiversidade da flora e da fauna nativas.

Apoio de instituições

Durante a tramitação, o projeto foi encaminhado a diligências externas aos órgãos competentes para parecer instrutivo sobre o projeto de lei proposto.

A Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) destacou ser de grande interesse ambiental, já que as abelhas são responsáveis pela polinização de diversas espécies vegetais.

A polinização não é somente de interesse alimentar, mas também de plantas nativas pertencentes aos diferentes ecossistemas do bioma Mata Atlântica existentes em Florianópolis.

Para Mariana Coutinho Henneman e Francisco da Silva Filho, biólogos da Floram, a justificativa é clara quanto à importância dos serviços ecossistêmicos prestados pelas abelhas.

O projeto “busca incentivar condições para o aumento das populações de abelhas nativas no território municipal, associado à educação e conscientização ambiental dos moradores de Florianópolis e visitantes sobre a importância desses animais”, disseram os biólogos.

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