Bolsonaro diz que vai zerar desmatamento ilegal e reduzir emissões de carbono até 2030

Em Cúpula de Líderes sobre o Clima, presidente afirmou ainda que vai duplicar recursos destinados às ações de fiscalização e pediu ajuda internacional

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em seu discurso na primeira sessão da Cúpula de Líderes sobre o Clima, desta quinta-feira (22), que promete duplicar os recursos destinados às ações de fiscalização ambiental e ressaltou que vai zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.

Jair Bolsonaro promete duplicar recursos de fiscalização ambiental, além de reafirmar compromissos de redução de emissão de gases do efeito estufa – Foto: YouTube/Reprodução/NDJair Bolsonaro promete duplicar recursos de fiscalização ambiental, além de reafirmar compromissos de redução de emissão de gases do efeito estufa – Foto: YouTube/Reprodução/ND

“Apesar das limitações orçamentárias do governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados às ações de fiscalização.” O compromisso de acabar com o desmatamento na região já havia sido assumido em carta enviada ao presidente Joe Biden em 14 de março.

Além disso, Bolsonaro disse que irá cumprir as metas já assumidas pelo Brasil de reduzir as emissões de carbono em 37% até 2025 e 40% até 2030.

Antes de Bolsonaro, discursaram diversos líderes, entre eles, governantes de China, Índia, Rússia, França e Argentina.

Em seu pronunciamento, o presidente voltou a apelar por recursos internacionais.

“Diante da magnitude dos obstáculos, inclusive financeiros, é fundamental poder contar com a contribuição de países, empresas, entidades e pessoas dispostas a atuar de maneira imediata, real e construtiva na solução desses problemas.”

O tom da fala é o mesmo adotado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em que defende a contribuição financeira de outros países ao Brasil.

Defesa de ações ambientais

O presidente iniciou sua fala na defesa de ações ambientais praticadas pelo país. Ele disse que o Brasil “está na vanguarda do enfrentamento do aquecimento global” e destacou que o país emitiu menos de 1% de gases poluentes na história. “No presente, respondemos por menos de 3% das emissões globais anuais”, ressaltou.

Ele afirmou que os problemas ambientais estão na queima de combustíveis fósseis em outros países nos últimos anos.

O presidente não anunciou novas NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada, meta de descarbonização assumida no âmbito do Acordo de Paris), o que frustrou as expectativas de alguns líderes.

A reunião ocorre em meio a pressões sobre a política ambiental brasileira, além de protestos contra o ministro Ricardo Salles, na internet. Artistas e organizações pedem que os Estados Unidos não repassem recursos ao Brasil caso o país não se comprometa com a questão climática.

Com esse evento mundial, os Estados Unidos retornam ao combate às mudanças climáticas, após o governo de Donald Trump abandonar o Acordo de Paris sobre o clima.

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