Corte de árvore exótica gera polêmica em Florianópolis; entenda

Ação na Ponta das Campanhas, no Sul da Ilha de Santa Catarina, ganhou repercussão nas redes sociais

O corte de árvores realizado esta semana pela Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), no Sul da Ilha de Santa Catarina, gerou polêmica nas redes sociais.

Restos foram acumulados para depois serem recolhidos – Foto: PMF/Divulgação/NDRestos foram acumulados para depois serem recolhidos – Foto: PMF/Divulgação/ND

Alguns internautas se posicionaram contra a retirada de espécies invasoras na Ponta das Campanhas, na praia da Armação do Pântano do Sul. Uma das árvores cortadas servia como suporte para um balanço utilizado pela comunidade.

“Gente, que absurdo. Esquecem que árvores e plantas, no geral, têm vida?”, disse uma internauta em uma postagem nas redes sociais. “Esperou a árvore crescer 859 anos para perceber que era ‘invasora’ e melhor cortar. Fala sério”, disse outro. Em contrapartida, outro internauta fez um alerta: “pesquisem, só o que eu digo. Google tá aí”.

O ND+ entrou em contato com a presidente do Conselho Comunitário da Armação, Margarete Martins. Segundo ela, a entidade entende que o assunto “é delicado e está gerando grande repercussão, principalmente, pela representatividade que essas árvores tinham na comunidade”.

Margarete acrescenta, no entanto, que a Floram está obedecendo determinações legais, que estão sendo realizadas em todo o município por se tratarem de árvores invasoras.

“Dessa forma, foge da nossa alçada. Mas tendo em vista as próximas ações para plantio de árvores nativas, acreditamos que as melhorias estão por vir.”, prevê a presidente do Conselho Comunitário.

Árvore exótica com balanço foi retirada da Ponta das Campanhas – Foto: PMF/Divulgação/NDÁrvore exótica com balanço foi retirada da Ponta das Campanhas – Foto: PMF/Divulgação/ND

Recuperação da paisagem natural

De acordo com a Floram, o serviço cumpre a Lei 9097/12 e o Decreto 18.495/18 e faz parte dos esforços de conservação da Comissão do Plano Municipal da Mata Atlântica. A legislação municipal, portanto, exige que o poder público retire as árvores exóticas.

O geógrafo Cid Neto, chefe da Divisão de Implantação e Manejo das Unidades de Conservação da Floram, diz que a retirada de árvores invasoras é necessária para recuperar a paisagem natural, livrando-a das espécies exóticas e contaminantes, como é a casuarina.

A superintendente da Floram, Beatriz Kowalski, acrescenta que “as espécies exóticas e invasoras prejudicam o desenvolvimento da mata nativa e a biodiversidade”. Em breve, o local receberá o plantio de árvores nativas frutíferas de pequeno porte.

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