Estudante procura cavernas na região Extremo-Oeste

Objetivo é mapear as cavidades naturais para o site do ICMBio. O trabalho faz parte da conclusão do mestrado

O jovem acadêmico do programa de pós-graduação em ciências ambientais da Unochapecó e bolsista da Fapesc, Alexandre Budke, está procurando cavernas na região Oeste e Extremo-Oeste de Santa Carina. As informações são do repórter Cleiton Ferrasso da WH3  Comunicação.

Linha Cotovelo, Lindoia do Sul – Foto: Reprodução/ND

Budke diz que o intuito é mapear as cavidades naturais para o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). O trabalho faz parte da conclusão do mestrado que ele está fazendo e a intenção é conhecer melhor a região, já que tem pouca pesquisa sobre o assunto. 

“As cavidades naturais são um patrimônio nacional e protegidas por lei. Nesse sentido, existe o cadastro nacional, vinculado ao ICMBio, e nosso Estado possui 206 cavernas cadastradas no sistema. No entanto, nossa região Oeste e Extremo-Oeste possui pouquíssimas informações e a maioria das cavernas não está cadastrada. Soube que tem cavernas em Maravilha, Anchieta, Novo Horizonte, mas não estão cadastradas no sistema nacional”, explica Budke.

O estudante conta que mesmo que as cavernas estejam protegidas por lei, a pessoa que tem em sua propriedade não precisa se preocupar. “A proteção perante a lei é apenas para pesquisa científica. O proprietário continua sendo dono da caverna. Inclusive tenho conhecimento de uma que foi mapeada e depois foi destruída para a construção de um shopping. É bem tranquilo”, reforça.

Linha Mimosa, Lindoia do Sul – Foto: Reprodução/ND

No momento, Budke trabalha no levantamento dos municípios que têm as cavidades. Quem souber de informações e puder contribuir pode entrar em contato com ele pelo telefone (49) 9 9814 3938. A partir do ano que vem, Budke pretende ir nas propriedades para cadastrar as cavernas no sistema nacional. 

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