Novo projeto de coleta de orgânicos e vidros de Florianópolis é inédito no país

Começou a funcionar nesta terça-feira (8), em Florianópolis, a nova Coleta Seletiva Flex. O projeto de coleta de orgânicos e vidros é inédito no país

A nova Coleta Seletiva Flex, projeto de coleta de orgânicos e vidros inédito no Brasil, começou a funcionar nesta terça-feira (8), em Florianópolis. Há cerca de três meses a Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital Comcap) começou a planejar o projeto piloto e, para isso, começou um trabalho de sensibilização e conscientização com moradores e gestores de condomínios.

Florianópolis iniciou projeto de coleta de orgânicos e vidros inédito no país – Foto: Divulgação/PMFFlorianópolis iniciou projeto de coleta de orgânicos e vidros inédito no país – Foto: Divulgação/PMF

“A gente vem fazendo o trabalho de sensibilização não só com o síndico, mas também a gente fez um curso de capacitação com os trabalhadores dos prédios, os zeladores. A gente fez isso para capacitá-los a separar melhor [o lixo], informar melhor para os moradores como eles devem fazer essa separação”, contou a gerente de coleta seletiva da Comcap, Tamara Aparecida Gaia.

Para a implantação do projeto de coleta monomaterial, os moradores tiveram que entender como separar o lixo, a diferença dos materiais e a importância dessa etapa acontecer com eficiência dentro dos apartamentos.

Tamara explicou que “lixo de banheiro, materiais que a gente adquire que não são recicláveis. Isso, sim, é rejeito. O termo orgânico deve ser usado para restos de alimentos e o resto de alimento, hoje em dia, é reciclável. A gente não pode confundir orgânico com rejeito. Para a gente hoje é reciclável orgânico, reciclável seco e rejeito. São três frações diferentes e é importante a gente começar a usar esses termos para conseguir fazer essa separação e avançar cada vez mais para a Floripa Lixo Zero”.

Até os caminhões tiveram que ser projetados especificamente para esse projeto piloto, que inicialmente vai atender 103 condomínios do bairro Itacorubi. Em cada condomínio, os trabalhadores foram capacitados e os moradores receberam sacos específicos para o descarte do lixo.

Segundo o superintendente de gestão de resíduos da Comcap, Ulisses Laureano Bianchi, “no Brasil, não tem uma coleta monomaterial da fração orgânica nesse modelo mecanizado nosso. O que a gente conhecia era a coleta através de bombonas, que muita gente conhece, mas é um processo mais artesanal. A gente hoje passa para um processo mecanizado. Na verdade, esse processo nos dá produtividade e a gente consegue atender um maior número de pessoas”.

O síndico Rogério Feyh, que mora em dos condomínios que integram esse projeto piloto, aprovou a ideia. Como síndico, ele sabe que sensibilizar os moradores dos mais de 130 apartamentos do seu prédio não será um trabalho rápido, mas é um avanço importante.

“Vai demandar um pouco mais de atenção na separação do lixo compostável e do rejeito, que até então nós não tínhamos. Considerando a geografia, [Florianópolis] é uma ilha e nós não temos tanto espaço, é imprescindível que todos colaborem e façam essa separação, evitem de usar plástico”, disse Feyh.

O projeto também inclui a coleta de vidros que, assim como o orgânico e o rejeito, precisam ser separados adequadamente.

A gari da Comcap Milka Souza explicou que não podem ser descartados como vidro “pratos de porcelana, nem canecas de cerâmica. Lâmpadas também. É muito importante que, quando você compre a lâmpada, devolva a que não serve mais ou está queimada para o estabelecimento onde comprou. As tampinhas [de garrafas] também, se for possível, tirar elas e colocar junto com outro material reciclado. As rolhas também”.

Inicialmente o projeto piloto de coleta deve atender 20 mil pessoas, mas a meta é chegar a 50 mil moradores na primeira fase, ampliando para outros oito bairros da Capital. Assim, a Comcap deve coletar 40 toneladas de vidro e 250 toneladas de orgânicos por mês, aumentando a reciclagem dos vidros em 40% e dobrando a reciclagem de orgânicos. Esta é uma etapa importante para conseguir alcançar o grande objetivo de tornar Florianópolis uma Capital Lixo Zero em 2030.

Confira mais detalhes na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.

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BG Florianópolis