Jaraguá do Sul resgata quase mil animais silvestres em quatro anos

Trabalho demonstra a diversidade da fauna local, já que foram resgatados animais de diversas espécies, a maioria gambás e serpentes

Desde que a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) intensificou o trabalho de resgate de animais silvestres, há quatro anos, 995 espécimes da fauna local foram recolhidos de áreas urbanas e devolvidos à natureza após avaliação veterinária.

Segundo o coordenador do serviço de resgate, o biólogo Christian Lempek, 2020 foi o ano no qual mais espécies foram resgatadas: 379, um aumento de 43% em relação a 2019.

995 animais silvestres foram resgatados em Jaraguá do Sul nos últimos quatro anos – Foto: Divulgação/ND995 animais silvestres foram resgatados em Jaraguá do Sul nos últimos quatro anos – Foto: Divulgação/ND

Gambás e serpentes formam a maioria dos resgatados, mas também houve registros relacionados a jabuti, cachorro-do-mato, tamanduá-mirim, lagarto teiú; gato-do-mato-pequeno (encontrado sem vida, atropelado); além de aves como a coruja murucututu-de-barriga-amarela, entre outras.

Na avaliação do biólogo da Fujama, a pandemia do novo coronavírus contribuiu para o aumento deste tipo de ocorrência. Um exemplo disso foi a retirada de um tamanduá-mirim de uma residência.

“Com menos pessoas circulando, alguns desses animais se arriscaram a entrar em áreas que normalmente evitariam. Outro aspecto é que as pessoas estão utilizando mais as redes sociais para comunicar fatos”, observou Christian Lempek.

Lagarto posa para a câmera depois de ser resgatado – Foto: Divulgação/NDLagarto posa para a câmera depois de ser resgatado – Foto: Divulgação/ND

O biólogo, que também coordena o trabalho de Educação Ambiental da Fundação, sempre que pode explica a importância do animal resgatado a quem faz esse tipo de comunicação. “Aos poucos, estamos conscientizando as pessoas da necessidade de preservar as espécies porque cada uma delas exerce o papel importante em nosso meio ambiente”.

Mesmo assim, ainda ocorrem situações de maus-tratos. Semana passada, o biólogo resgatou um lagarto que estava preso numa armadilha em forma de laço na entrada de sua toca. “Algumas pessoas precisam entender que além de poder ferir ou até matar o animal com uma atitude assim, essa prática se caracteriza como crime ambiental”, disse Lempek, enquanto libertava o réptil da armadilha.

Como solicitar o resgate de animais

O resgate é feito mediante solicitação no número de telefone da Fujama (3273-8008) – segunda a sexta, das 7h30 às 17 horas – ou por meio de registro na Ouvidoria da Prefeitura (0800-642-0156).  Nos fins de semana e feriados, esta solicitação é feita pelo serviço 193 dos Bombeiros Voluntários.

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