Lagoa da Conceição está completamente imprópria para banho

IMA e Floram visitaram o local nesta quarta (3), após novas denúncias de água suja e mau cheiro; pescados da região devem ser evitados

A Lagoa da Conceição, em Florianópolis, está imprópria para banho em toda a sua extensão. A informação foi divulgada em um comunicado emitido no início da tarde desta quarta-feira (3), pelo IMA/SC (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) junto à Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis).

A recomendação é de que se evite banhos e atividades de lazer no local. O consumo de pescados da região também é contra indicado.

Lagoa da Conceição mais uma vez está imprópria para banho – Foto: Leo Munhoz/NDLagoa da Conceição mais uma vez está imprópria para banho – Foto: Leo Munhoz/ND

Os órgãos realizaram uma visita à Lagoa da Conceição após novas denúncias de moradores, que relataram água suja e mau cheiro. O IMA e a Floram informaram que seguirão vistoriando a área e monitorando a água para identificar a causa da mortandade de peixes na Lagoa.

Nesta quarta-feira (3), uma nova análise foi realizada no local, com a presença da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e Floram.

Os resultados devem sair nos próximos dias. Uma nova manifestação em conjunto será feita assim que a condição tenha se normalizado na Lagoa da Conceição.

Nesta terça (2), a Lagoa foi novamente alvo de denúncias de moradores.

Imagens mostraram uma água de coloração escura desembocando em uma vala com água parada, na estrada que dá acesso ao Trapiche da Costa da Lagoa e passa por dentro do Parque Florestal do Rio Vermelho.

Balneabilidade gerou polêmica

Depois do desastre ambiental que ocorreu na Lagoa da Conceição no fim de janeiro, por conta de um rompimento do talude da lagoa artificial da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), a balneabilidade da água foi assunto de debate.

O ponto voltou a ficar próprio para banho, de acordo com o IMA, desde o dia 2 de fevereiro, uma semana após o ocorrido.

Pesquisadores do departamento de Oceanografia da UFSC emitiram uma nota técnica que contestava alguns métodos utilizados e sugeria melhorias.

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