Nova unidade de conservação ambiental engloba 16 bairros de Florianópolis; veja detalhes

Unidade de conservação tem como objetivo proteger a biodiversidade, nascentes de bacias hidrográficas como Ratones e Lagoa da Conceição, além da paisagem natural

O prefeito de Florianópolis Gean Loureiro assinou na manhã desta quinta-feira (11) o decreto que cria o Refúgio da Vida Silvestre Municipal Meiembipe, maior unidade de conservação da Capital, com 59,72 km².

Prefeito apresentou o decreto ao presidente da Câmara, Roberto Katumi, e pretende também transformar em projeto de Lei – Foto: Cristiano Andujar/PMFPrefeito apresentou o decreto ao presidente da Câmara, Roberto Katumi, e pretende também transformar em projeto de Lei – Foto: Cristiano Andujar/PMF

Segundo a administração municipal, a unidade de conservação tem como objetivo proteger a biodiversidade, nascentes de bacias hidrográficas como Ratones e Lagoa da Conceição, além da paisagem natural de Florianópolis.

A unidade de conservação é definida nas áreas já zoneadas como Áreas de Preservação Permanente. O projeto representa pouco mais de 12% de todo o território da cidade e engloba locais dos seguintes bairros:

  • Itacorubi;
  • João Paulo;
  • Saco Grande;
  • Monte Verde;
  • Ratones;
  • Vargem Pequena;
  • Vargem Grande;
  • Vargem do Bom Jesus;
  • Cachoeira do Bom Jesus;
  • Ponta das Canas;
  • Lagoinha de Pontas das Canas;
  • Praia Brava;
  • Ingleses;
  • Rio Vermelho;
  • Costa da Lagoa;
  • Lagoa da Conceição.

Segundo a prefeitura, não haverá necessidade de desapropriações ou regularizações de casas ou prédios, uma vez que nenhuma edificação entrará no zoneamento da unidade de conservação.

Área da nova reserva do Meiembipe, em Florianópolis – Foto: Divulgação/NDÁrea da nova reserva do Meiembipe, em Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

O Refúgio da Vida Silvestre Municipal Meiembipe terá um conselho gestor, com técnicos representantes do poder público, associações e entidades civis.

Esse conselho vai discutir ações de proteção, recuperação, estímulo ao turismo sustentável, educação ambiental e lazer na Unidade de Conservação, entre outros programas.

“A transformação dessas Áreas de Preservação Permanente em uma Unidade de Conservação trará inúmeros benefícios, entre eles o fortalecimento da gestão e proteção mais rigorosa do local, com um Plano de Manejo”, reforça a prefeitura.

Florianópolis Carbono Zero

Ainda conforme a administração municipal, com a criação do projeto, somado às APP’s e a outras unidades de conservação, Florianópolis terá um sequestro de carbono de 197,71%, segundo a metodologia específica de sequestro de Carbono por UC da Universidade de Viçosa (MG).

“Ou seja, a cidade passa a compensar praticamente o dobro de sua emissão e fica com um saldo excedente”, explica a prefeitura.

O município se alinha a medidas a nível global, em meio às discussões da COP26, que está ocorrendo na Escócia, acerca da emergência climática, sendo uma das pautas a emissão excessiva de carbono.

“Florianópolis chega ao final da COP26 batendo todas as metas necessárias para garantir sua vaga de Capital da sustentabilidade nacional, onde garantimos com áreas legalmente protegidas, toda a compensação do equivalente de carbono das atividades urbanas com saldo remanescente pro mercado de carbono”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente Fabio Braga.

“E além disso, temos o objetivo de modernizar ainda mais os serviços de resíduos para melhor esse indicador de sequestro de carbono”, completa.

“A criação do Refúgio da Vida Silvestre Municipal Meiembipe é um marco muito importante para a cidade e para assegurarmos ainda mais Florianópolis como referência em proteção ambiental”, afirma o prefeito de Florianópolis Gean Loureiro.

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