Alerta de tsunami leva Florianópolis aos TTs e oceanógrafo explica risco

Possibilidade de erupção do vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, levantou rumores de um tsunami na costa brasileira

A notícia de que o vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, poderia entrar em erupção levantou rumores de um tsunami na costa brasileira, que atingiria até a Ilha de Santa Catarina. O assunto foi tão comentado, que Florianópolis chegou aos ‘Trending Topics’ nesta quinta-feira (16). Mas será que precisamos nos preocupar com uma super onda na capital catarinense?

“Não. Seria como perguntar: eu preciso me preocupar se eu vou morrer num desastre aéreo? É muito pouco provável. Inclusive, as chances são baixíssimas, de ambos acontecerem. Como todos os fenômenos da natureza, é possível que ocorra, (…) mas é muito pouco provável”, respondeu o oceanógrafo e pesquisador da Epagri, Carlos Eduardo Salles de Araújo.

Oceanógrafo explicou que chances de tsunami atingir Florianópolis “são baixíssimas” – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVOceanógrafo explicou que chances de tsunami atingir Florianópolis “são baixíssimas” – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

Segundo o oceanógrafo, “para provocar um tsunami que atinja aqui a costa do Brasil, precisa que essa erupção seja explosiva, extremamente violenta. Porque não é a erupção do vulcão que provoca um tsunami e, sim, o deslizamento ou a explosão da encosta do vulcão. Centenas de toneladas de pedra e terra que são lançados no mar que provocam a onda do tsunami”.

Além disso, de acordo com o pesquisador, não é certo que a erupção vai acontecer. Araújo explicou que “para ter a erupção do vulcão, ele precisa evoluir nos estágios de alerta. Agora, eles colocaram no estágio amarelo. Ainda precisa evoluir para o estágio laranja e chegar no vermelho, que é de erupção iminente”.

Como surgiram os rumores

O temor começou quando as autoridades espanholas elevaram o alerta para o nível amarelo, dois em uma escala que vai até quatro. Segundo o site Metsul, há um aumento significativo nos movimentos sísmicos na região de La Pala desde sábado (13), o que represente uma “tendência de alta desde 2017 e ganhou maior força desde 2020”.

“Nos últimos dias, além de aumentar o volume de movimentos sísmicos, sua intensidade aumentou com abalos que tiveram magnitude superior a 3. A profundidade dos epicentros também diminuiu, em média, de 30 para 12 quilômetros. Só ontem foram mais de 100 tremores e um teve profundidade de apenas 4 quilômetros”, disse o portal.

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BG Florianópolis

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