Onças parda e jaguatirica indicam condições do meio ambiente em Santa Catarina

O monitoramento dos mamíferos é feito por câmeras, GPS – que é instalado em uma coleira no animal – e a observação direta.

A saúde da grande sentinela das florestas brasileiras é o parâmetro para que especialistas saibam se o meio ambiente está em equilíbrio. A onça pintada é monitorada em várias partes do País e conforme suas condições físicas é possível determinar como está a vegetação e, principalmente, as águas do local.

Em Santa Catarina o mamífero é considerado extinto, pois há mais de 20 anos não há registro da presença de onças pintadas no estado. A onça parda, que está ameaçada de extinção, e a jaguaritica são os animais monitorados pelo veterinário Joares A. May Junior na região da encosta da Serra do Mar, em Tubarão.

Onça pintada é considerada extinta em Santa Catarina – Foto: Divulgação/Arquivo pessoal/NDOnça pintada é considerada extinta em Santa Catarina – Foto: Divulgação/Arquivo pessoal/ND

May Junior explica que as boas condições dos animais apontam que o ambiente está bom para eles e, consequentemente, também para os humanos.

O fato de as povoações estarem cada vez mais próximas das áreas antes exclusivas de animais, como ocorre em Santa Catarina, o acompanhamento torna-se ainda mais necessário. O especialista ressalta que a aproximação humana dos animais não deve ser vista como negativa.

“É preciso conhecer para diminuir os riscos. Nosso trabalho não é de impedir a aproximação, mas o de manter o equilíbrio. Não temos que brigar com a natureza e sim conviver com ela”, diz Joares May. Para isso, o veterinário procura conhecer como os agentes patogênicos atuam nos animais selvagens e domésticos e como eles podem agir nas pessoas.

O monitoramento dos mamíferos é feito por câmeras, GPS – que é instalado em uma coleira no animal – e a observação direta.

Preservação

Joares May é epidemiologista veterinário e especialista em captura de onça pintada do México ao Chile e atua em projetos de conservação como o Onçafari e o Panthera. Recentemente no Chile, Joares – que é professor nos cursos de veterinária e biologia na Unisul em Tubarão – ministrou um curso onde apresentou as técnicas empregadas em conservação da onça-pintada no Brasil e que podem ser utilizadas em outros animais ameaçados.

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