‘Países não estão em pé de igualdade’, diz Erdogan sobre questão ambiental

Presidente da Turquia, Recep Erdogan, pediu que países tenham responsabilidades comuns, mas diferenciadas para preservar o meio ambiente

Em seu discurso na Cúpula do Clima, organizada pelo presidente norte-americano, Joe Biden, nesta quinta-feira (22), o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” nas metas de preservação do meio ambiente.

Ele destacou que “a mudança climática é global, mas países não estão em pé de igualdade”. O evento virtual reúne mais de 40 líderes globais.

Recep Erdogan discursou nesta quinta (22) na Cúpula do Clima – Foto: Reprodução/YoutubeRecep Erdogan discursou nesta quinta (22) na Cúpula do Clima – Foto: Reprodução/Youtube

Além de clamar por um “alívio” nas metas para países em desenvolvimento, Erdogan afirmou que a Turquia “não tem muita responsabilidade” nas emissões de carbono atuais. “Na verdade, somos líderes entre países da região quando se trata de energia renovável”, disse o presidente. Ainda assim, Erdogan prometeu reduzir as emissões de gases poluentes em 21% até 2030 e elevar a utilização de energia solar no país.

Proteção de florestas

Os governos de Estados Unidos, Reino Unido e Noruega e nove companhias anunciaram uma coalizão para mobilizar ao menos US$ 1 bilhão neste ano para “a proteção de florestas em larga escala e o desenvolvimento sustentável”, a fim de beneficiar povos indígenas e da floresta.

A iniciativa global “Reduzindo Emissões pela Aceleração da finança Florestal” (LEAF, na sigla em inglês) representa até agora o maior investimento único do setor privado para proteger as florestas tropicais, diz comunicado do grupo.

As empresas participantes são Airbnb, Amazon, Bayer, Boston Consulting Group, GlaxoSmithKline, McKinsey & Company, Nestlé, Salesforce, e Unilever. “Mais participantes devem entrar nos próximos meses”, diz o texto.

O modelo de financiamento é “baseado em resultados” e avança a partir do trabalho do Fundo de Defesa Ambiental nas últimas duas décadas, “em colaboração com comunidades indígenas, povos da floresta, ONGs brasileiras e dos EUA e outros parceiros, para proteger a Amazônia e as florestas tropicais globalmente”, diz a nota.

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