Parque de Florianópolis tem mata retirada em área equivalente a dois campos de futebol

Terreno terá o plantio de espécies nativas e tem predominância de capim, segundo a Prefeitura; moradores entraram com representação pedindo esclarecimentos

Quem passou pelo Parque Jardim Botânico de Florianópolis nos últimos dias pôde ver máquinas e um vasto terreno sem cobertura vegetal.

Dois trabalhos diferentes foram responsáveis pelo cenário: quatro árvores foram removidas próximo ao lago do Parque e uma área de cerca de dois hectares (que equivale a dois campos de futebol) teve a maior parte da vegetação retirada.

Parque do Itacorubi, em Florianópolis, sem a mataComunidade quer divulgação do estudo e das permissões que liberaram corte de vegetação – Foto: Eugênio Gonçalves/Divulgação/ND

O objetivo é o plantio de árvores e plantas nativas, segundo a Prefeitura da Capital. Os trabalhos são realizados pela SMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Florianópolis).

A pasta afirma que a região conta com grande predominância de capim elefante, presente no terreno por conta do uso agrícola realizado pela Epagri, entre as décadas de 60 e 90. Apenas esta espécie teria sido retirada.

Moradores realizaram um abaixo-assinado, que recebeu quase 100 assinaturas até a tarde desta quinta-feira (21), pleiteando documentos que detalhem as espécies de fauna e flora presentes na região que passou pela supressão de vegetação, além das autorizações para tanto. Uma ação com este intuito foi protocolada no Ministério Público.

“Ficamos chateados pois não tinha placas, falta esclarecimento. Vimos apenas duas máquinas derrubando tudo. Tenho dúvidas se a área não integra o mangue e o impacto causado no sistema”, afirma o morador Eugênio Luiz Gonçalves, que organizou a petição. “A Prefeitura precisa discutir com as comunidades as decisões”.

Segundo a pasta, as reformas foram debatidas com o Comitê Gestor do Jardim Botânico. Ainda não há projeto a ser implementado na região, o que será elaborado junto à Floram (Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis). O órgão informou que não haviam árvores nativas no local e que “na limpeza foram mantidas as árvores existentes, apesar de várias serem exóticas“.

Remoção de quatro árvores

Concomitante à retirada da vegetação, quatro árvores que estavam nas redondezas do lago do parque foram removidas. Elas eram das espécies Nogueira e Canafístulas e tinham lesões e cavidades no tronco, sintomas da “biodeterioração e podridão do caule” que ameaçam queda, segundo parecer da Floram.

“Esse risco de acidente foi apontado pela Defesa Civil o que gerou a autorização de corte pela Floram”, informou a SMMA. A remoção das quatro árvores foi concluída nesta quarta-feira (20).

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Meio Ambiente

Loading...