Perigo no quintal: conheça 11 plantas com produção proibida em SC

As espécies são consideradas exóticas invasoras e, por isso, não podem ser plantadas nem mantidas em solo catarinense

Na última semana, uma árvore muito comum em Santa Catarina ganhou os holofotes. É que um vereador de Joinville quer impedir o plantio da Spathodea campanulata, mais conhecida como bisnagueira. O motivo é que as flores dela têm um néctar tóxico, que faz mal a abelhas e pássaros. Justamente por isso, a produção da espécie já é proibida no Estado.

Porém, engana-se quem pensa que a bisnagueira é a única na lista das plantas não bem-quistas em solo catarinense. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), há várias outras espécies exóticas invasoras que não podem ser plantadas no Estado.

Elas fazem parte da Lista Oficial de Espécies Exóticas Invasoras de Santa Catarina, que reúne plantas, animais e outros seres vivos que estão fora de sua região de origem e que, por isso, podem gerar impactos ambientais, sociais, econômicos ou à saúde no Estado.

Nem todas têm a produção e o manejo proibido, mas algumas precisam ser cortadas ou controladas pelos proprietários. Por isso, confira a lista e fique de olho no seu quintal!

A Acacia longifolia, mais conhecida como acácia-de-espigas, é uma espécie invasora nativa da Austrália. O problema dela é que costuma ter um crescimento muito denso, impedindo o crescimento de outras plantas nativas da região  – Foto: Krzysztof Ziarnek/Wikimedia Commons
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A Acacia longifolia, mais conhecida como acácia-de-espigas, é uma espécie invasora nativa da Austrália. O problema dela é que costuma ter um crescimento muito denso, impedindo o crescimento de outras plantas nativas da região  – Foto: Krzysztof Ziarnek/Wikimedia Commons

Uma parente da acácia-de-espigas é a Acacia podalyriifolia ou acácia-mimosa. Ela também veio da Austrália e como tem um grande potencial de invasão, deixando outras plantas sem espaço para crescer, acabou sendo proibida em Santa Catarina – Foto: John Robert McPherson/Wikimedia Commons
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Uma parente da acácia-de-espigas é a Acacia podalyriifolia ou acácia-mimosa. Ela também veio da Austrália e como tem um grande potencial de invasão, deixando outras plantas sem espaço para crescer, acabou sendo proibida em Santa Catarina – Foto: John Robert McPherson/Wikimedia Commons

A Acacia mearnsii, também chamada de acácia-negra, é outra espécie na lista das invasoras. Originária da Austrália, ela é considerada a pior das espécies invasoras na África do Sul e tem o plantio proibido em SC. Tudo isso porque se reproduz rapidamente e é uma grande consumidora de água – Foto: Dinesh Valke/Wikimedia Commons
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A Acacia mearnsii, também chamada de acácia-negra, é outra espécie na lista das invasoras. Originária da Austrália, ela é considerada a pior das espécies invasoras na África do Sul e tem o plantio proibido em SC. Tudo isso porque se reproduz rapidamente e é uma grande consumidora de água – Foto: Dinesh Valke/Wikimedia Commons

A Casuarina equisetifolia é outra planta nativa da Austrália que não faz sucesso por aqui. Conhecida também como pinheiro-australiano ou pinheiro-da-praia, ela invade dunas e restingas – Foto: Dinesh Valke/Wikimedia Commons
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A Casuarina equisetifolia é outra planta nativa da Austrália que não faz sucesso por aqui. Conhecida também como pinheiro-australiano ou pinheiro-da-praia, ela invade dunas e restingas – Foto: Dinesh Valke/Wikimedia Commons

A Schefflera arboricola é nativa da Ásia e da Oceania. O crescimento dela é estimulado pela ação de pássaros, que dispersam as sementes e facilitam o desenvolvimento da planta. Justamente por isso, o uso da Cheflera é proibido no Estado – Foto: Mokkie/Wikimedia Commons
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A Schefflera arboricola é nativa da Ásia e da Oceania. O crescimento dela é estimulado pela ação de pássaros, que dispersam as sementes e facilitam o desenvolvimento da planta. Justamente por isso, o uso da Cheflera é proibido no Estado – Foto: Mokkie/Wikimedia Commons

A Schefflera actinophylla, chamada de árvore-guarda-chuva, também não é bem-vinda em SC. É que as raízes dela podem dominar o solo ao redor, o que a faz ser conhecida como uma espécie agressiva – Foto: Mauro Guanandi/Wikimedia Commons
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A Schefflera actinophylla, chamada de árvore-guarda-chuva, também não é bem-vinda em SC. É que as raízes dela podem dominar o solo ao redor, o que a faz ser conhecida como uma espécie agressiva – Foto: Mauro Guanandi/Wikimedia Commons

Conhecida como cinamomo ou santa-bárbara, a Melia azedarach é nativa da Ásia e veio para o Brasil para fins ornamentais. O problema é que ela é uma invasora de florestas ciliares degradadas, principalmente no Oeste do Estado. Por isso, nada de plantá-la no Estado! – Foto: Wikimedia Commons
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Conhecida como cinamomo ou santa-bárbara, a Melia azedarach é nativa da Ásia e veio para o Brasil para fins ornamentais. O problema é que ela é uma invasora de florestas ciliares degradadas, principalmente no Oeste do Estado. Por isso, nada de plantá-la no Estado! – Foto: Wikimedia Commons

A Tecoma stans, chamada também de ipê-de-jardim, é nativa do México e dos Estados Unidos e é uma grande invasora de áreas degradas de florestas, pastagens e áreas agrícolas. Importante não confundi-la com o ipê-de-jardim nativo, que continua liberado em solo catarinense – Foto: Wikimedia Commons
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A Tecoma stans, chamada também de ipê-de-jardim, é nativa do México e dos Estados Unidos e é uma grande invasora de áreas degradas de florestas, pastagens e áreas agrícolas. Importante não confundi-la com o ipê-de-jardim nativo, que continua liberado em solo catarinense – Foto: Wikimedia Commons

A Pittosporum undulatum, tradicionalmente conhecida como pau-incenso, é uma invasora das bravas! Ela é nativa da Austrália e invade todos os tipos de floresta do Estado, inibindo a germinação de espécies originárias de SC. O controle dela também é difícil, já que ramos e caules deixados no solo logo voltam a enraizar – Foto: Wikimedia Commons
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A Pittosporum undulatum, tradicionalmente conhecida como pau-incenso, é uma invasora das bravas! Ela é nativa da Austrália e invade todos os tipos de floresta do Estado, inibindo a germinação de espécies originárias de SC. O controle dela também é difícil, já que ramos e caules deixados no solo logo voltam a enraizar – Foto: Wikimedia Commons

Outra invasora é a Mimosa caesalpiniifolia, também chamada de sansão-do-campo. Natural do Nordeste brasileiro, ela tem histórico de invasão agressivo em regiões litorâneas e, por isso, está proibida em Santa Catarina – Foto: Mauro Guanandi/Wikimedia Commons
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Outra invasora é a Mimosa caesalpiniifolia, também chamada de sansão-do-campo. Natural do Nordeste brasileiro, ela tem histórico de invasão agressivo em regiões litorâneas e, por isso, está proibida em Santa Catarina – Foto: Mauro Guanandi/Wikimedia Commons

Nativa da Malásia, Polinésia e Filipinas, a Aleurites moluccana, mais conhecida como saboneteira, é uma grande invasora de florestas. Justamente por essa razão, tem produção proibida em solo catarinense  – Foto: Wikimedia Commons
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Nativa da Malásia, Polinésia e Filipinas, a Aleurites moluccana, mais conhecida como saboneteira, é uma grande invasora de florestas. Justamente por essa razão, tem produção proibida em solo catarinense  – Foto: Wikimedia Commons

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