Pinguins são encontrados mortos em praias do litoral Norte de SC

Das 25 aves que foram encontradas, apenas seis não conseguiram ser resgatadas e levadas para tratamento

A temporada de migração de pinguins para o litoral de Santa Catarina, bastante comum nessa época do ano, começou triste em 2020. Um grupo de 25 aves foi encontrado em praias de Piçarras, Barra Velha, Penha, Navegantes e Itajaí, mas 19 estavam mortas, alguns com sinais de interferência humana.

Pinguins vivos foram enviados para tratamento em projeto da Univali – Foto: PMP-BS/Univali/Divulgação/NDPinguins vivos foram enviados para tratamento em projeto da Univali – Foto: PMP-BS/Univali/Divulgação/ND

Os animais da espécie pinguins-de-magalhães saem da Patagônia, no sul do continente, e chegam em Santa Catarina seguindo correntes marítimas, em meio a cardumes de peixes. Muitos estão em seu primeiro ano de vida, e por isso se perdem dos bandos e aparecem nas praias.

Segundo a veterinária Tiffany Emmerich, que integra a equipe do PMP-BS/Univali (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), algumas mortes fazem parte de um processo de “seleção natural” desses grupos migratórios “Os pinguins mais fracos e incapacitados, infelizmente, morrem na primeira experiência”, ressalta.

Dos 25 pinguins que apareceram na quarta-feira (17), seis ainda estavam vivos, mas bastante debilitados. Eles foram localizados nas praias de Piçarras, Tabuleiro, em Barra Velha, Estaleirinho, em Balneário Camboriú, e Armação e Praia Vermelha, na cidade de Penha. Um deles estava preso a uma rede de pesca chamada de “feiticeira”, proibida.

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Dos 19 que estavam mortos, seis foram localizados em Barra Velha. Os outros chegaram em Navegantes, Penha, Piçarras e Itajaí, na praia de Cabeçudas, alguns bastante machucados.

Nesses casos, redes de pesca irregulares e o lixo jogado no mar agravam os fatores de morte dos pinguins. “Ontem, por exemplo, um dos pinguins necropsiados estava com um canudo e dois pedaços de plástico (semelhantes à papel de bala) no conteúdo estomacal”, pontua a veterinária.

PMP-BS/Univali/Divulgação/ND – Foto: Lixo como canudos de plástico e papeis de bala foram encontrados no estômago de pinguinsPMP-BS/Univali/Divulgação/ND – Foto: Lixo como canudos de plástico e papeis de bala foram encontrados no estômago de pinguins

O PMP-BS/Univali fará a análise das carcaças e demais exames para verificar as causas das mortes. O projeto não é um órgão regulador, e pede para que denúncias sejam encaminhadas para a Polícia Militar Ambiental ou o Ibama.

Os animais vivos estão em tratamento na unidade de estabilização de animais marinhos, do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), da Univali.

O que fazer quando encontrar pinguins na praia:

A Associação R3, que auxilia entidades públicas no resgate e monitoramento desses animais, publicou uma lista de recomendações para o que fazer quando encontrar os pinguins em praias:

  • Mantenha distância e afaste os animais domésticos, eles podem transmitir doenças aos pinguins.
  • Se possível, use uma toalha para conter o pinguim e coloque-o em uma caixa de papelão para mantê-lo aquecido. Cuidado com o bico!
  • Não o alimente, não molhe, jamais coloque-o no gelo. Se ele saiu da água, pode estar cansado, desidratado, doente ou com a temperatura corporal baixa. Não o force a entrar na água.
  • Ligue no telefone 0800 642 3341 para que a base mais próxima do PMP-BS possa resgatar o animal.

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