Prefeitura de Gaspar investe em ações com foco na sustentabilidade

Entre as iniciativas já implantadas, destacam-se a digitalização dos processos administrativos, a coleta do óleo de cozinha usado, cuidados com arborização, paisagismo e o turismo sustentável

Gaspar investe em ações com foco em sustentabilidade – Foto: DivulgaçãoGaspar investe em ações com foco em sustentabilidade – Foto: Divulgação

A adoção de práticas sustentáveis no dia a dia contribui para o uso racional dos recursos naturais, reduz o desperdício, a poluição e os impactos negativos para o meio ambiente. A conscientização sobre a importância do consumo consciente e da preservação da natureza ganha ainda mais destaque durante a pandemia de Covid-19, quando é necessário buscar soluções para diminuir a produção e a quantidade de rejeitos que vão para a natureza.

Em Gaspar, a sustentabilidade é, há anos, foco de ações em diversas áreas do município e a intenção, informa a prefeitura, é ampliar o investimento nos programas e iniciativas voltadas ao segmento.

Entre essas propostas, está a digitalização dos processos para a redução do uso de papel na administração pública. Hoje, por exemplo, todas as secretarias municipais fazem a justificativa de ponto por sistema GRP e não mais no papel. De acordo com o secretário de Gestão Administrativa de Gaspar, Roberto Pereira, antes, cada funcionário usava quatro folhas, em média, por mês. Hoje usam apenas uma.

Redução da utilização de papel – Foto: DivulgaçãoRedução da utilização de papel – Foto: Divulgação

“Com essa medida conseguimos uma redução de 75% na quantidade de papel utilizada pelos servidores. Fizemos este cálculo tomando como base 1.000 servidores, porque as escolas e postos de saúde não usam o GRP. Desta forma, chegamos ao resultado de que economizamos cerca de 36.000 folhas por ano. Como cada árvore produz entre 7.500 e 10.000 folhas, salvamos três árvores por ano somente com essa ação”, analisa.

O secretário enfatiza que a prefeitura é pioneira na adesão do MEG (Modelo de Excelência em Gestão), do Governo Federal e um dos eixos do programa, de melhorias para a administração, em Gaspar, tem foco na sustentabilidade. “A redução de papel é uma delas e o exemplo foi essa alteração que já citamos.  Ainda neste ano vamos implantar um novo sistema, que será todo digital e, desta forma, não teremos mais ofícios ou memorandos na Prefeitura. No começo do ano, implantamos também, na Secretaria de Fazenda, um programa de reciclagem, para separar o orgânico do papel e agora temos o projeto de ampliar isso para todas as pastas. Com certeza, vamos sempre trazer melhorias nesta área, para a preservação do meio ambiente”, reforça.

Reciclagem de resíduos – Foto: DivulgaçãoReciclagem de resíduos – Foto: Divulgação

Coleta do óleo de cozinha

Outra ação do município para a preservação do meio ambiente que se destaca é o recolhimento do óleo de cozinha usado, que tem pontos de coleta em todas as unidades de ensino. São 16 pontos de coletas espalhados pela cidade, a maioria escolas da rede municipal de ensino, além da própria sede da autarquia no bairro Santa Terezinha.

Coleta de óleo de cozinha usado em garrafa pet – Foto: Prefeitura de Gaspar/DivulgaçãoColeta de óleo de cozinha usado em garrafa pet – Foto: Prefeitura de Gaspar/Divulgação

Além da coleta, neste ano o Samae ampliará as atividades do projeto e realizará palestras sobre o tema nas unidades de ensino públicas de Gaspar, com o objetivo de incentivar e disseminar a ideia nas casas gasparenses. “As escolas têm um papel fundamental nesta ação, pois é educando crianças que teremos um futuro melhor. Nossa meta é arrecadar 8.000 litros por mês. Entendemos que a sustentabilidade deve ser uma preocupação diária e a melhor maneira de realizar a mudança de atitude na nossa comunidade é aliar ação com educação” destaca o diretor-presidente do Samae, Cleverton João Batista.

Todo óleo que é recolhido é repassado a uma empresa especializada, que faz a reciclagem deste material. Para o descarte correto, a pessoa deve se dirigir aos postos de coleta do município do Samae, com o óleo usado acomodado em garrafas PET.

Para mais informações o Samae disponibiliza o telefone (e whatsapp) de contato: 3332-1155.

Pioneira

A escola Ferandino Dagnoni, no bairro Gasparinho, foi o primeiro educandário a adotar a iniciativa há mais de três anos. A diretora do colégio, Simara Nicoletti conta que durante este período mais de 150 famílias se envolveram no projeto e que foram arrecadados mais 1.400 litros de óleo usado. “A importância do projeto está na participação de nossos pais, alunos e professores em perceberem que temos o poder de decisão de mudar nossa realidade para o melhor. A comunidade e a escola precisam abraçar a causa ”, explica Simara.

Para o descarte correto, devemos acomodar o óleo usado em garrafas PET – Foto: DivulgaçãoPara o descarte correto, devemos acomodar o óleo usado em garrafas PET – Foto: Divulgação

Confira aqui todos os postos de coleta da cidade.

Os óleos não podem ter como destino pias, bueiros, sanitários ou ralos, porque quando descartados inadequadamente, provocam grandes impactos ambientais e sociais. Na terra, o resíduo causa a impermeabilização do solo, o que impede a infiltração da água. Isso destrói a vegetação e colabora para o aumento de enchentes. Além disso, ao passar pelo processo de decomposição, gera formação de gás metano, que causa mau cheiro e é um dos gases do aquecimento global.

Impactos na rede de esgoto

Ao ser descartado em pias ou vasos sanitários, o óleo acaba se solidificando nas tubulações, causando entupimentos e extravasamentos de esgoto tanto nas vias públicas quanto dentro das residências.

Impactos nos mananciais de água

Já em situações em que não existe um sistema de tratamento de esgoto, o óleo se espalha pela superfície dos rios e represas, aumentando o processo de eutrofização — redução de oxigênio nos corpos d’água devido ao acúmulo de matéria orgânica presente. Isso acaba contaminando a água e prejudicando a vida de espécies que habitam nesses locais.

De acordo com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleo), um litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água, já que suas substâncias não se dissolvem.

O Samae também trabalha em um projeto de educação ambiental nas escolas e na implantação de postos de coleta de logística reversa (descarte de pilhas, baterias e lâmpadas).

Floresça Gaspar

Já a Superintendência de Planejamento Territorial mantém o Programa Floresça Gaspar. A iniciativa possibilita uma parceria da iniciativa pública com a privada, por meio da qual empresas e organizações podem adotar um espaço público como canteiros, praças, área de lazer e afins. Em troca o adotante pode passar a ter uma placa com o seu nome no local e deve realizar a conservação e manutenção do espaço pelo tempo determinado.

Espaço adotado pela empresa Donna Criações através do Programa Floresça Gaspar  – Foto: Prefeitura de Gaspar/SCEspaço adotado pela empresa Donna Criações através do Programa Floresça Gaspar  – Foto: Prefeitura de Gaspar/SC

Recentemente, o Mirante Marco Zero, que ainda está em construção no Centro da cidade foi adotado pela empresa Vida&Cor e ganhou uma palmeira real. Outros locais também já fazem parte do projeto, como o canteiro da Ponte Hercílio Deeke, a Pracinha do Papai Noel no Bairro Sete e o canteiro da Rua Maria da Silva no Coloninha. O programa promove a preservação do meio ambiente e preza pelo embelezamento urbano.

Palmeira real sendo transportada - Prefeitura de Gaspar/SC
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Palmeira real sendo transportada - Prefeitura de Gaspar/SC

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Palmeira real sendo transportada - Prefeitura de Gaspar/SC

Palmeira real sendo transportada - Prefeitura de Gaspar/SC
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Palmeira real sendo transportada - Prefeitura de Gaspar/SC

Palmeira real sendo transportada - Prefeitura de Gaspar/SC
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Palmeira real sendo transportada - Prefeitura de Gaspar/SC

A árvore ficará bem ao centro do mirante, com uma visão privilegiada, e terá bancos de descanso em seu torno. A palmeira virá da cidade de Corupá, no Norte do Estado, considerada a capital catarinense das plantas ornamentais.

A Palmeira imperial foi introduzida no Brasil pelo príncipe Dom João VI, em 1809. Ela foi presenteada a ele pelos sobreviventes de guerras, de uma fragata da marinha portuguesa. Assim que foi plantado este primeiro exemplar, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, os brasileiros a chamaram de palmeira imperial. A árvore infelizmente foi destruída por um raio em 1972 quando media quase 40 metros. A palmeira imperial ou palmeira real pode chegar de 18 a 45 metros de altura.

Bueiro ecológico

A Prefeitura de Gaspar, em colaboração com o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), desenvolveu também a instalação do primeiro bueiro ecológico do município. O projeto foi financiado por um programa da instituição, o Protagonista Discente e foi todo elaborado e executado com a participação de professores e alunos.

Além da Secretaria de Obras, que contribuiu com a mão de obra. O bueiro retém o lixo do canal pluvial e facilita a sua limpeza, com isso, alunos podem estudar melhor sobre o impacto do lixo ao ser descartado de forma errada e suas consequências. Outra ação, que ocorre anualmente, é a distribuição de mudas frutíferas pela Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Praça Getúlio Vargas, mas por conta da pandemia, este ano não pôde acontecer.

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