Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Que saudade que eu tenho da minha Lagoa, que era só minha e da Conceição

Chega de blá, blá, blá...

A  tragédia ocorrida na Lagoa da Conceição começa nos anos de 1980 quando um posto de gasolina lançava os restos da lavação nela. Óleos, graxas e correlatos. Todos tinham fossas sépticas e um ou outro lançava esgoto na Lagoa. Mas, o tamanho dela suportava o crime ambiental.

Diz a lenda, verdadeira, que havia um restaurante responsável pelo lançamento direto das sobras de sua cozinha por um cano de 100 milímetros. Aquele branco. E na época da tainha, elas entravam pelo mesmo cano e caiam nas pias da mesma cozinha prontas para o abate final. A Lagoa era eco-dinâmica e ninguém sabia disto.

Agora, é muito blá blá blá, fiscalização, Ministério Público, Casan, PMF, Floram, Ibama e dá-lhe legislação e sapiência universitária, governança e o “escambau”.

A solução os nativos já sabem. Parar imediatamente os lançamentos clandestinos e oficiais, ampliar a rede e o tratamento para uma população de pelo menos 70 mil pessoas e deixar a Lagoa fazer sua própria regeneração.

Ou esperar que ela fique como a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, onde só tem peixe boiando, barcos remando e uma árvore de Natal de garrafa PET patrocinada por algum banco. E fim de papo!!!

Pesquisador alerta para índices de oxigênio muito baixos na Lagoa da Conceição podem matar animais e organismos marinhos – Foto: Leo Munhoz/NDPesquisador alerta para índices de oxigênio muito baixos na Lagoa da Conceição podem matar animais e organismos marinhos – Foto: Leo Munhoz/ND