Sementes da China: SC aguarda laudo para identificar plantas

Cidasc, órgão oficial de defesa agropecuária de SC, espera do Ministério da Agricultura o laudo oficial que vai identificar as espécies das plantas

O Ministério da Agricultura já está analisando as sementes misteriosas que moradores de pelo menos cinco estados brasileiros receberam pelos Correios após compras online.

Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso notificaram o órgão após o recebimento de sementes vindas, principalmente, da China.

Sementes vindas de países do Oriente foram enviadas à população – Foto: Gabriel Zapella/Divulgação

Agora, a Cidasc, órgão oficial de defesa agropecuária de SC, aguarda o resultado qualitativo das sementes recebidas, ou seja, a identificação das espécies de plantas.

Além disso, o Ministério da Saúde pretende entregar o diagnóstico fitossanitário das sementes. Entretanto, ainda não há previsão para o recebimento dos laudos, segundo informou a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

Em SC, os escritórios de atendimento da Cidasc foram colocados à disposição para que a população possa entregar sementes que tenham recebido vindas do exterior.

“As sementes recebidas em nossas unidades serão encaminhadas semanalmente para o Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal, para posterior encaminhamento à Superintendência Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de SC”, destacou a Cidasc, em nota.

Assim como aconteceu em SC, outros Estados também estão notificando a entrega de sementes junto com compras internacionais. Por enquanto, são cinco Estados.

1º relato em SC

O primeiro caso de recebimento deste tipo de embalagem em Santa Catarina ocorreu em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado. O morador realizou a compra de um objeto de decoração pela internet e, ao receber a encomenda, recebeu também outro pacote contendo duas embalagens com as sementes.

Ciente desta ação em outros países, o morador procurou a SAR (Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural) que acionou a Cidasc para recolher as sementes.

Além da cidade localizada no Norte do Estado, casos parecidos também foram registrados em cidades do Sul do Estado, Florianópolis, Timbó, Braço do Norte e região litorânea.

“O que já registramos é que são de diferentes tamanhos e tipos. Por isso, estamos investigando para saber a origem, até para entender se ela pode gerar algum risco à agricultura”, explica Fabiane dos Santos, engenheira agrônoma e gestora da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc.

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