VÍDEO: Meteoro raro que atinge mais de 70 mil km/h é flagrado em SC

Meteoro raro foi flagrado pela estação de monitoramento de Monte Castelo, no Planalto Norte

Mais um meteoro, desta vez raro, atraiu os olhares para o céu catarinense e encantou quem avistou o fenômeno. Foi na noite deste sábado, dia 13, por volta das 19h37 quando ocorreu.

Brilho começou sobre o Oceano Atlântico e foi avançando em direção ao Estado de Santa Catarina. – Foto: Reprodução vídeo/Divulgação NDBrilho começou sobre o Oceano Atlântico e foi avançando em direção ao Estado de Santa Catarina. – Foto: Reprodução vídeo/Divulgação ND

O meteoro foi flagrado por Jocimar Justino, dono da estação de monitoramento do Planalto Norte, que fica em Monte Castelo. Jocimar  é astrônomo amador e integrante do Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros).

O trajeto

O brilho iniciou-se sobre o Oceano Atlântico, próximo ao litoral de Santa Catarina, e ele veio avançando sobre o Estado, próximo às cidades de Criciúma e Tubarão, na região Sul. O trajeto em linha reta que dá para ver na câmera se encerrou no município de Taió, mas é possível que tenha continuado.

Várias testemunhas oculares viram esse meteoro em todo o Sul do Brasil. Além de Santa Catarina, há registros no Paraná e no Rio Grande do Sul.

 VEJA VÍDEO ABAIXO:

Meteoro de longa duração flagrado no sábado início da noite. – Vídeo: Jocimar Justino/Divulgação ND

Os meteoros (rochas espaciais que entram na atmosfera que acabam f0rmando fenômeno luminoso) de maneira geral, são bem comuns. Os mias fracos têm duração menor, ensina o astrônomo.

Já o visto neste sábado durou pelo menos 10 segundos, tempo que a câmera capturou o trajeto dele.

“Esse tipo de meteoro é bem raro por causa da duração. A grande maioria dos meteoros que as estações da Bramon registram dura, em média, de um a dois segundos, até menos que isso”, explica Jocimar.

“A principal característica desses meteoros que têm duração mais longa geralmente entram em um ângulo mais rasante nas camadas da alta atmosfera. Então, eles não vêm em direção ao solo. Acabam como se fosse ‘surfando’ na alta atmosfera. Alguns deles acabam até mesmo voltando no espaço, não sendo consumida totalmente a rocha.

A Bramon, agora, está analisando imagens de outras câmeras para ver se trata-se desse tipo de meteoro. Acredita-se, inclusive, que a trajetória deste meteoro de sábado tenha sido mais longa.

A estimativa é de que o meteoro tenha atingido mais de 70 mil km/h, conclui Jocimar.

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