VÍDEO: retroescavadeira em praia de Florianópolis chama atenção de moradores

Floram informou que ações com estacas de madeira no Campeche vão proteger casas atingidas pela ressaca de maio

Uma obra na praia do Campeche, em Florianópolis, tem chamado a atenção de moradores do bairro. Vídeos postados nas redes sociais mostram uma retroescavadeira na região, movendo a areia e instalando estacas de madeira. Na manhã desta quinta-feira (18), foi feito mais um registro da movimentação.

A região foi atingida recentemente por uma forte ressaca e residências construídas perto da praia sofreram danos. A obra que ocorre no local, segundo a prefeitura da Capital, agora tenta evitar um problema ainda maior. 

De acordo com a Floram (Fundação do Meio Ambiente), a Defesa Civil municipal é a responsável pela ação. As estacas de madeira servem para tentar diminuir o impacto da ressaca que foi registrada no fim de maio no local. Ao menos nove casas precisaram ser interditadas.

Chamadas de paliçadas, as estruturas são usadas na tentativa de reter grandes volumes de sedimentos. Conforme a Floram, a obra está autorizada por meio da Lei nº 12.651/2012, e não precisa de licenciamento anterior, já que “existe risco ao patrimônio”. O órgão municipal monitora a operação.

Não há previsão de quando o serviço será finalizado, pois a ação é delicada e irá “depender de quanto impacto os efeitos da maré vão ter”, informou a Floram.

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Alvo de discussões, a situação da praia do Campeche é analisada pela prefeitura de Florianópolis. O local sofre com a erosão marítima, que é agravada pela construção de residências nas dunas.

As montanhas de areia são tombadas e consideradas patrimônio natural e paisagístico do município de Florianópolis desde 1985. O local, porém, conta com uma decisão aplicada no Plano Diretor, que considera 85% da região predominante residencial.

Além disso, a área é tema de um processo que aguarda desfecho no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Iniciada há dez anos, a ação movida pelo MPF (Ministério Público Federal) deve decidir o futuro das casas construídas no local. Não há prazo para a decisão.

Pelo menos 920 famílias moram na região e pagam IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). O bairro também tem ruas asfaltadas, ligação de luz e tratamento de esgoto.

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