Bicampeão mundial de MMA conta por que começou a lutar, fala da rotina e planos

Joinvilense Natan Schulte conversou com a reportagem nesta sexta-feira, 3, quando retornava de Nova Iorque para Flórida onde mora desde 2016

ND+ conversou, nesta sexta-feira (3), com Natan Schulte, joinvilense bicampeão mundial de MMA pela PFL (Professional Fighters League) peso leve. A última vitória, que lhe garantiu US$ 1 milhão, ocorreu na virada do ano, no Madison Square Garden, em Nova Iorque.

Natan derrotou Loik Radzhabov, do Tajiquistão – Foto: arquivo pessoal, divulgação NDNatan derrotou Loik Radzhabov, do Tajiquistão – Foto: arquivo pessoal, divulgação ND

Ele derrotou Loik Radzhabov, do Tajiquistão, após cinco rounds, e levou para casa o cinturão que recebeu das mãos de Mike Tyson, lenda do Boxe. Para chegar à final do GP, Natan teve de deixar para trás quatro fortes adversários.

Russo, como é conhecido, já acumula 20 vitórias, três derrotas e um empate. Nesta sexta, voltando de Nova Iorque para Coral Springs, na Flórida, onde mora atualmente, Natan falou sobre sua trajetória e planos a partir de agora.

Joinvilense no ringue após a vitória – Foto: reprodução internet, divulgação NDJoinvilense no ringue após a vitória – Foto: reprodução internet, divulgação ND

ND+ – Como entrou no mundo da luta e o que o motivou?
Natan Schulte – Comecei a treinar com 14 anos. Na época, gostava muito de assistir a filmes de lutas. Mas o maior motivo para eu ter iniciado foi que, na época, eu apanhava muito dos meus colegas. Eu tinha de resolver de alguma forma. Ou continuava apanhando ou dava um jeito de aprender alguma luta para me defender. Esse foi o principal motivo.

ND+ – Você começou a lutar profissionalmente MMA em 2011. Como avalia sua escalada na modalidade?
Natan – Minha primeira luta foi realmente em 2011, mas antes disso já tive mais de 40 lutas amadoras, entre muay thai, kickboxing e jiu-jitsu. Por isso, cheguei experiente, entrei com uma boa bagagem no MMA. Em Joinville, eu cheguei a participar de algumas lutas profissionais. Depois, fui treinar no Rio de Janeiro e, em 2016, resolvi sair do Brasil e morar nos Estados Unidos.

ND+ – Por que decidiu morar na Flórida?
Natan – Sabia que a academia onde treino hoje era o local onde havia mais atletas renomados, mais lutadores do UFC, então eu almejava muito. Há, também, muitos treinadores bons. A academia é grande e oferece uma estrutura que nenhuma outra academia do mundo oferece. Eu sempre assistia UFC e dentro das 10, 12 lutas, sempre havia uns 4 atletas vindos dessa academia, a American Top Team.

ND+ – Aqui no Brasil, você tinha patrocinadores?
Natan – Alguns apoiadores, como uma loja de suplementos e uma marca de roupas, mas ajuda de dinheiro nunca tive e isso era complicado. Mas como eu queria muito isso, continuei lutando, dando aulas, treinando….

ND+ – Como são aqueles minutos antes de entrar no ringue? O que sente?
Natan – Sempre bate nervosismo na hora de entrar, mas eu consigo controlar para ter um bom desempenho. Tem de estar com a cabeça boa para fazer uma boa luta. Muitos atletas não lutam, outros não conseguem ter um bom desempenho por causa do nervosismo e outros encaram como um desafio. O lutador é movido a desafios, como diz o treinador. Então, quando eu começo a lutar, o nervosismo vai baixando e eu foco na luta. Tudo o que faço ali é reflexo dos treinos.

ND+ – E como foi receber o cinturão das mãos de Mike Tyson?
Natan – Eu não sabia que Mike Tyson estaria lá. Foi um momento bem feliz. Já tive outra oportunidade de conhecê-lo, durante um coletiva de imprensa no hotel dele, na Califórnia, mas acabei não conseguindo ir porque estava em preparação para a penúltima luta do GP.

Natan com o cheque e o cinturão que ganhou das mãos de Mike Tyson – Foto: arquivo pessoal, divulgação NDNatan com o cheque e o cinturão que ganhou das mãos de Mike Tyson – Foto: arquivo pessoal, divulgação ND

ND+ – Me conta sua rotina…
Natan – Treino bastante, me alimento e descanso. Essa é a rotina de um atleta regrado. Esses últimos dois meses foram bem decisivos. Eu treinava de manhã, descansava à tarde e, às vezes, voltava para academia à noite. Como aqui na Flórida o clima é bom, consigo ter o privilégio de ir à praia, aos parques, coisas que a gente consegue fazer entre os treinos e aos fins de semana.

ND+ – Seus planos agora?
Natan – Vou descansar umas três semanas. Depois, vou rever o meu contrato com a PFL, se vamos renovar….

Leia também:

Participe do grupo e receba as principais notícias
do esporte de Santa Catarina e do Brasil na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

MMA (Artes Marciais Mistas)

Loading...