Associação Coral Florianópolis faz 61 anos e planeja retorno de apresentações presenciais

Em meio a pandemia, eles precisaram suspender atividades presenciais e se adaptar a um novo jeito de fazer música

A Associação Coral Florianópolis completou 61 anos de história no último dia 10 de setembro. Em meio a pandemia, eles precisaram suspender atividades presenciais e se adaptar a um novo jeito de fazer música. A cereja do bolo deste aniversário da associação é a esperança do retorno dos ensaios, da interação entre si e com o público nos espetáculos.

Associação Coral Florianópolis faz 61 anos e planeja retorno de apresentações presenciais – Foto: Internet/Reprodução/NDAssociação Coral Florianópolis faz 61 anos e planeja retorno de apresentações presenciais – Foto: Internet/Reprodução/ND

Por seis meses, o único som foi o do silêncio. Mas a partir de agosto de 2020, novas vozes começaram a ecoar. De uma forma diferente, inesperada e virtual.

O coral em si é uma atividade conjunta, mas por conta da pandemia algumas alterações precisaram ser feitas. De casa, cada cantor utilizava o celular para gravar a sua parte da música. Depois, tudo isso virava um grande mosaico de vozes e tons editado harmoniosamente com arranjos musicais. Tudo isso para manter a música viva.

Apaixonado por música desde que nasceu e dono de uma das vozes mais graves do coral há onze anos, o cantor Renato Moreira de Faria se adaptou como pôde. Aos 52 anos, ele disse que a adaptação à tecnologia foi fácil. O difícil foi ficar sem cantar. “Uma coisa é você cantar para uma câmera, cantar para um telefone, outra coisa é você ir num palco”, contou Faria.

Em meio ao caos da pandemia, a instituição conseguiu se reinventar. No ano passado, produziram um vídeo-concerto e um documentário, onde apresentaram uma retrospectiva da instituição. Um trabalho que mostrou que, sim, era possível continuar.

Segundo o presidente da Associação Coral Florianópolis, Vitor Werlang, o grupo descobriu “as possibilidades de fazer coral mesmo em tempo de pandemia. Então, a Associação Coral e uma grande parte do grupo de cantores se dispôs a aprender as novidades, aprender a fazer coral de forma virtual”.

Atualmente, o coral é formado por cerca de 55 músicos. A maioria com mais de 50 anos. No entanto, a idade não é parâmetro para os estilos. Tocam desde música clássica e erudita até samba e rock. Conduzidos pelo regente Guilherme Albanaes, de apenas 30 anos, o grupo é bastante unido, mesmo de longe.

“Esses cantores que estavam habituados a se verem toda semana, duas vezes na semana, de repente estão sozinhos em suas casas devido ao distanciamento social e têm que cantar sozinhos. Isso é bastante diferente do que cantar coletivamente. Esse foi o primeiro desafio. O segundo foi o tecnológico, lidar com o celular, lidar com o aplicativo de reunião digital, com o fone de ouvido, com a gravação digital. Tudo virtual”, avaliou o regente.

Agora, o grupo se prepara para o retorno. Revitalizaram a sede e o auditório e querem voltar a abrir as portas para o público com apresentações mensais. Claro, com toda a segurança necessária.

De acordo com Albanaes, “ainda não tem uma data certa, um prazo exato para voltar aos ensaios presenciais. A vontade é grande. Os cantores clamam por isso, pedem por isso, mas a gente precisa ainda tomar todos os cuidados. Certamente, acreditamos, esperamos que ano que vem a gente consiga voltar, adaptando ainda com distanciamento, talvez uso de máscara. Mas em breve, com certeza, a gente vai tá aqui para receber os cantores e também o público”.

Até porque, na sinfonia dos ritmos, a voz do público faz toda a diferença. “Cantar e ver a reação do público, ver os olhares, ver os sorrisos, ver as emoções. Isso aí faz falta”, disse o cantor Faria.

Confira a reportagem do Balanço Geral Florianópolis!

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