Banda joinvilense Sultana lança o CD “Estrada”

“Estrada” é um CD formado por uma gama de estilos musicais, cada qual ao gosto de um dos integrantes

Rogério Souza Jr/ND

Pausa. Banda estava há oito anos sem gravar

Na estrada da Sultana, o sentimento de revolta em “Proteção” dá lugar à reflexão nas faixas seguintes, até culminar num desejo de “Quero Paz”. Noutra estrada, a da vida, a banda joinvilense viveu um período de repaginação: os oitos anos que separam o primeiro “Em Diferença” desse segundo álbum serviram para amadurecimento do remanescente John Sultana, agora ao lado de um novo trio de parceiros.

Até por isso, “Estrada” é um CD formado por uma gama de estilos musicais, cada qual ao gosto de um dos integrantes. O vocal e a guitarra de John seguem sua influência de Pearl Jam, Nickelback e similares, mas um pouco mais afastado do grunge que marcava suas primeiras composições. Julio Ruth traz sua guitarra para uma pegada mais metal, enquanto Jacson Inácio carrega no baixo o ecletismo que vai desde o heavy metal até pop nacional. Lars Dalibor faz diferente, com um gosto mais específico e jazz e bossa nova presentes na bateria.

Para John, um pouco disso tudo está presente nas 11 faixas. “O primeiro CD eu gravei praticamente sozinho, foi mais a ideia de uma só cabeça. Agora há mais contribuição de estilos, mas continua sendo a mesma Sultana”, analisa. As quatro influências diferentes, complementa, conceberam um álbum que não existiria na outra fase da banda.

A nova formação da Sultana existe há dois anos e anda meio sumida dos bares e casas noturnas. “Logo de início nós tínhamos a proposta de gravar, então ficamos dedicados quase que exclusivamente às composições e ao estúdio”, diz John. Com os recursos do Simdec (Sistema Municipal de Desenvolvimento Pela Cultura), as cinco músicas deixaram de ser rascunho e tomaram forma.

Para Julio, a pré-produção foi essencial. “O John vinha com as ideias e nós modificávamos em conjunto. Ou ajudava ou estragava de vez”, brinca. O trabalho do produtor Carlos da Luz foi essencial – serviu como a “razão” para as músicas que foram criadas na base da “emoção”. “Compor não é um processo lógico, do tipo ‘vou sentar e criar uma música agora’. Quando a gente chegava no estúdio que íamos vendo o que funcionava ou não”, diz o vocalista. 

Shows em escola

Os primeiros testes ao vivo foram para um público diferenciado. Como contrapartida do Simdec, o Sultana fez pockets shows em escolas da rede pública – esse contato com os estudantes serviu de termômetro para o CD, além da intenção de fomentar a cultura. A banda também tocou na Festa das Flores de 2010. “Não é a mesma plateia de um bar, é diferente e você percebe uma recepção nova”, diz John.

Nessa nova e boa fase, a Sultana ainda participa nacionalmente do Festival Coletânea de Bandas. Nos próximos meses, os joinvilenses participarão de uma seletiva regional e, se forem aprovado, vão para o Rio de Janeiro se apresentar ao lado de Raimundos e Detonautas. Uma ótima forma de mostrar aos fãs que eles voltaram – com força máxima e ânimos renovados. 

Saiba mais:

O CD “Estrada” está à venda nas lojas Discolândia, Graves & Agudos e Rock Total por R$ 20.

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