Gal Costa e banda apresentam no dia 21 em Florianópolis o show “Recanto”

Show foi concebido e dirigido por Caetano Veloso e passa em revista as canções emblemáticas da carreira da musa tropicalista

Reprodução/Site oficial

Gal Costa show

Gal revira o baú de seus discos em show dirigido por Caetano Veloso

O jornalista e crítico de música Mauro Ferreira foi feliz ao definir Gal Costa em seu novo show, “Recanto”: “a voz que o cantar deu a Gal acorda em festa e em paz com a história da cantora, musa tropicalista da contracultura dos anos 60.” Com a habitual e inconfundível voz cristalina, Gal canta com a alma as 22 canções do espetáculo – concebido e dirigido por Caetano Veloso, outro ícone tropicalista. “Recanto” terá apresentação única na Capital, no teatro Pedro Ivo, e tem apoio da RIC TV Record.

Mais do que um álbum renovador, “Recanto” reconecta Gal com sua história, apresentando no roteiro músicas de todos seus discos emblemáticos. Com o toque indie do trio formado por Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo), ela passa em revista canções inesquecíveis de sua discografia. “Da Maior Importância” (Caetano Veloso, 1973) abre o espetáculo como boa lembrança de “Índia” (1973). De “Cantar” (1974), “Barato Total” (Gilberto Gil, 1974) tem seu suingue reprocessado pelo trio.

E sua voz segue arrepiando e incorporando todas as suas múltiplas personalidades. Por exemplo, se há em “Mansidão” (Caetano Veloso, 1982) ligeiros ecos da tímida Gracinha (apelido de infância) que idolatrava João Gilberto, há na batida roqueira de “Divino Maravilhoso” (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1968) breve reanimação da alma janisjopliana que movia Gal na sua fase tropicalista.

Gracinha de Salvador

Quando Maria da Graça Costa Penna Burgos, a Gal Costa, tinha 18 anos, Salvador fervilhava de ideias vanguardistas. As rádios tocavam João Gilberto, o futuro parecia próximo e moderno. Foi nesse ano, 1963, que ela conheceu a turma que promoveu uma revolução cultural no Brasil nos anos seguintes. Eram os baianos Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros.

A amizade dura até hoje e as parcerias musicais desse grupo causaram um impacto na música popular brasileira. E Gracinha virou Gal, a Gal dos aplausos e vaias, das revoluções roqueiras e tropicalistas aos ensaios românticos. Hoje, aos 66 anos, a musa tropicalista – outrora identificada como afinadíssima e desconhecida – mantém a mesma afinação impecável da voz e celebra quase 50 anos de carreira, com 40 álbuns lançados, entre discos ao vivo, DVDs e CDs, além da participação em mais de 20 discos como convidada.

Serviço

O quê: Show “Recanto”, de Gal Costa
Quando: 21/8, 21h
Onde: Teatro Pedro Ivo, rod. SC – 401, Km 5, 4.600, Saco Grande, Florianópolis, tel: 3953-2300, 3953-2301
Quanto: R$ 300 / R$ 100 (plateia); R$ 200 (balcão superior)

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