Galeria #TBT: Skol Rock, o festival que entrou para a história de Blumenau

Com grandes nomes do rock nacional na década de 1990, o evento teve três edições e ficou para sempre na memória dos blumenauenses que estiveram lá

Na Galeria #TBT de hoje um momento muito conhecido dos roqueiros de Blumenau: o festival Skol Rock.

O evento teve três edições na cidade (1994, 1995 e 1996) antes de se tornar nacional e as tardes e noites na Prainha são inesquecíveis para quem teve a oportunidade de presenciar grandes nomes do rock nacional se apresentando em Blumenau.

>> Festival de rock dos anos 1990 marcou época em Blumenau

Confira na galeria algumas imagens e curiosidades deste momento icônico:

O dia/noite de abertura, que teve invasão de motos custom pela Avenida Beira Rio e esquadrilha da fumaça nos céus de Blumenau. O principal momento ficou por conta da abertura no palco, onde tocou (som mecânico) The Wall, do Pink Floyd, enquanto um helicóptero sobrevoava o público mirando uma forte luz sobre ele. A pirotecnia teve fogos de artifício, uma cascata de fogos que jorrava do alto do esqueleto do Edifício América, enquanto jet skys davam show nas águas do rio Itajaí-Açu. Na imagem, a cantora Paula Toller, então vocalista da banda Kid Abelha - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal
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O dia/noite de abertura, que teve invasão de motos custom pela Avenida Beira Rio e esquadrilha da fumaça nos céus de Blumenau. O principal momento ficou por conta da abertura no palco, onde tocou (som mecânico) The Wall, do Pink Floyd, enquanto um helicóptero sobrevoava o público mirando uma forte luz sobre ele. A pirotecnia teve fogos de artifício, uma cascata de fogos que jorrava do alto do esqueleto do Edifício América, enquanto jet skys davam show nas águas do rio Itajaí-Açu. Na imagem, a cantora Paula Toller, então vocalista da banda Kid Abelha - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal

A entrada do pessoal da banda Ultraje a Rigor (foto) nos pavilhões da antiga Proeb, para uma noite de Oktoberfest.
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A entrada do pessoal da banda Ultraje a Rigor (foto) nos pavilhões da antiga Proeb, para uma noite de Oktoberfest. "Após o Skol Rock, levávamos as bandas para conhecer a Oktober. Tínhamos acesso diferenciado para tentar preservar o anonimato dos integrantes da banda, mas em algum momento sempre tínhamos que passar pelo público, até alcançarmos os camarotes do pavilhão C (hoje setor 3)", conta o idealizador do evento, Fabrício Wolff. Os músicos da banda Ultraje a Rigor foram ovacionados. "Foi se formando um 'corredor polonês', onde o público aplaudia e gritava o nome do vocalista Roger, enquanto passávamos pelo meio, em direção ao setor 3". - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal

Show dos Mamonas Assassinas, no segundo Skol Rock (1995). Foi o maior show de todos, com público de 42 mil pessoas. Havia gente pendurada nos taludes da rua Itajaí e avenida Beira Rio para ver os meninos de Guarulhos. No registro temos uma das performances sempre irreverentes de Dinho, o icônico vocalista dos Mamonas. - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal
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Show dos Mamonas Assassinas, no segundo Skol Rock (1995). Foi o maior show de todos, com público de 42 mil pessoas. Havia gente pendurada nos taludes da rua Itajaí e avenida Beira Rio para ver os meninos de Guarulhos. No registro temos uma das performances sempre irreverentes de Dinho, o icônico vocalista dos Mamonas. - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal

Os shows sob a chuva, que deveria atrapalhar o Skol Rock na sua terceira edição (1996) tinham efeito contrário. Ao invés de fugir, o público que ia a Prainha sob chuva improvisava uma nova diversão: fez do talude de grama um escorregador natural. Saíam todos sujos, embarrados. O Bíquini Cavadão (foto) foi mais um dos destaques do Skol Rock em Blumenau - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal
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Os shows sob a chuva, que deveria atrapalhar o Skol Rock na sua terceira edição (1996) tinham efeito contrário. Ao invés de fugir, o público que ia a Prainha sob chuva improvisava uma nova diversão: fez do talude de grama um escorregador natural. Saíam todos sujos, embarrados. O Bíquini Cavadão (foto) foi mais um dos destaques do Skol Rock em Blumenau - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal

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"Pouca gente sabe da dificuldade de concretizar a primeira edição do Skol Rock em Blumenau. Muita gente contra, inclusive dentro da prefeitura. Nós, da Assessoria para Assuntos da Juventude, fizemos tudo na surdina até conquistarmos a aprovação oficial do então prefeito Renato Vianna, duas semanas antes do início do evento. A essas alturas, até contratações já tinham sido feitas com o dinheiro do patrocinador. A estratégia deu certo. Até mesmo os críticos de primeira hora se renderam ao sucesso e organização do evento". Depois das duas primeiras edições em Blumenau, o Skol Rock tornou-se nacional (a partir de 1996, terceiro e último ano de sua realização em Blumenau). Todos os detalhes de bastidores da criação e início do evento, até o motivo de seu fim em Blumenau, estão no livro "Skol Rock, o Festival que você não viu - os bastidores", escrito pelo seu idealizador Fabrício Wolff (hoje à venda no Book Center e Livrarias Catarinense). No último registro da nossa Galeria #TBT, a apresentação do Ira! - Marcos Roberto Antunes Mateus/Arquivo Pessoal

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