Gladys Regina se inspira e faz um tributo a Adele neste sábado

Cantora, que tem timbre e estilo semelhante à britânica, se apresenta no TAC

Débora Klempous/ND

Assim como Adele, Gladys também escreve sobre si nas músicas que compõe

Ano passado, Gladis Regina Vieira virou Gladys Regina. A troca na grafia do nome foi por conta da numerologia, e para a cantora de 27 anos realmente fez diferença. Após quatro anos morando fora, ela voltou à Ilha para consolidar sua carreira na música, que começou aos 15 anos. Neste sábado, ela sobe ao palco da TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) em um tributo à cantora Adele, com quem se identifica no timbre da voz, no estilo e no processo criativo.

“Eu me identifico muito com ela. O repertório da Adele é o meu repertório”, diz Gladys, que decidiu fazer o show após vários amigos e alunos das suas aulas de técnica vocal pedirem que ela cantasse as músicas da jovem cantora. Lendo a biografia e entrevistas com Adele, Gladys descobriu algumas coisas em comum: as duas cantam desde criança, e as duas roem as unhas. Mas a identificação mais importante é na forma de compor. “Ela escreve muito de si mesma, e as músicas que escrevo também são sobre mim”, explica. Duas das canções autorais de Gladys vão dividir espaço com o repertório dos dois álbuns da inglesa, “19” e “21”, no show.

O segundo álbum lançado por Adele, em 2011, é em boa parte fruto do término de um relacionamento. Para Gladys, desilusões amorosas e histórias reais também são a fonte de inspiração na hora de compor. Um dos exemplos é seu casamento — motivo que a levou a Macaé, no Rio de Janeiro —, que terminou. Mas a canção que teve maior sucesso até agora, com mais de mil acessos no Youtube, é sobre uma história positiva.

“Será que você vai…” é cheia de esperança, e fala de uma pessoa que Gladys conheceu em São Paulo e que reencontrou algumas vezes. Extremamente romântica, a música é intimista e pessoal, e muito especial para Gladys. “É muito legal você fazer uma música e ter a coragem de dizer ‘é pra ti’”, diz ela.

Foco no trabalho autoral

Natural de Joinville, a cantora veio morar em Florianópolis aos 12 anos, e se considera daqui. Em 2005 ela ficou conhecida na cidade por participar do programa de Raul Gil, na época na Rede Record. “Isso até hoje me rende trabalhos e reconhecimento. Eu aprendi muito no programa e tenho muito orgulho de ter participado”, aponta ela. Mesmo tendo saído da cidade no auge dessa repercussão, ela conta que no retorno sentiu que as portas se abriram para ela da mesma forma. “É como se eu nunca tivesse saído daqui”, diz.

Após cantar em eventos, bandas de baile e fazer participações especiais com outros artistas, Gladys agora quer se focar em projetos especiais como o tributo e na gravação das suas composições. O estilo da cantora é muito influenciado pelas divas, como Whitney Houston e Celine Dion, que seu pai ouvia quando ela era criança. Ela define sua música como pop e romântica, e tem algumas gravações disponíveis no Youtube.

Música como profissão

Paralelamente à carreira musical, Gladys dá aulas de técnica vocal e é a preparadora de canto da Cia Grito, de teatro musical. “Sou apaixonada pelo canto em todos os sentidos”, conta ela. Mas o tempo da cantora também é dividido com a faculdade de direito, que está prestes a terminar, e um estágio na área jurídica. Ela começou o curso na Unisul quando não passou para música na Udesc, e com os anos fora  atrasou a formatura. Mas ao ser questionada se pretende exercer a profissão depois de formada, ela olha séria e diz sem hesitação: “não”.

Serviço

O que: Tributo a Adele, com Gladys Regina e banda

Quando: 7/4, 21h

Onde: TAC (Teatro Álvaro Carvalho), rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Florianópolis, tel.: 3028-8070 / 3028-8071

Quanto: R$ 40 (R$ 20 meia)

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