Projeto A Liga, formado por quatro DJs de Florianópolis, comemora cinco anos com renome nacional

O grupo faz as apresentações usando máscaras de palhaço e não revelam suas identidades

Daniel Queiroz/ND

Em cinco anos, o quarteto catarinense A Liga conquistou as pistas e festivais eletrônicos do país

Há cinco anos, quatro DJs a fim de se divertirem ainda mais com o trabalho que tinham criaram o projeto A Liga. Nele, os florianopolitanos tocam músicas comerciais de eletrônico, misturadas a outras vertentes do ritmo, como eletro e house. Mas o diferencial, antes do estilo musical, é o visual do grupo: os quatro entram nas picapes das casas noturnas de todo o Brasil mascarados, e não revelam suas identidades – apesar de que uma pesquisa no Google se chegue aos seus nomes.

Eles já tocaram do Norte ao Sul, de Leste a Oeste do país, e para marcar a data dos cinco anos de existência, o grupo realiza no dia 19 uma festa em Jurerê Internacional, no P12, com novidades na apresentação e DJs convidados.

No começo do projeto, o grupo chegou a trabalhar com o esquema de tour, utilizando máscaras de palhaços, da banda Slipknot, de Halloween e de presidentes. Porém, em busca de uma identidade oficial da equipe, a máscara eleita há quase dois anos foi a de palhaços. “A máscara quebra o gelo entre as pessoas, e cria um clima mais engraçado. A pessoa dá moral para um personagem, uma brincadeira, e não para um cara”, conta L.M, 39.

Bem coloridas, as rugas e as caretas fazem deles palhaços muitas vezes de “terror”, mas claro, sem perder a alegria e a loucura. E esse é um dos principais destaques do show. Enquanto dois deles ficam responsáveis pelo som da festa, outros dois tratam de entreter visualmente o público, com vídeos em um telão, falas, lançando Co² (fumaça branca) com uma pistola, molhando o público com bebida alcoólica e, oferecendo shots de tequila ao longo do show.

Referência eles buscam no quesito música, mas quando o assunto é apresentação, o que conta é a loucura de cada um. “Não temos como buscar referência, porque não existe outro grupo de DJs que faz isso. Vamos pelo que vai acontecendo em cada show e dando certo. Assim aconteceu com a tequila, que praticamente é a marca registrada da Liga”, explicou V.G, de 26 anos.

A cidade de Florianópolis foi e é importante na carreira do projeto, já que foi por causa dela que eles obtiveram reconhecimento. “Começamos a tocar no verão, éramos residentes do Confraria das Artes [antiga casa noturna da Lagoa da Conceição], e muitos empresários estavam na cidade na época, por isso saímos rápido para fazer show em outras cidades”, explicou V.G. Atualmente, a Capital é o lugar onde eles menos tocam, tendo até três shows por ano na cidade. O Sudeste acaba sendo o maior contratante dos catarinenses.

Com quase 120 shows anualmente e o trabalho com as redes sociais, o grupo se destaca grande parte por conta das selfies com as máscaras, que são realizadas durante os shows. O grupo ganhou fãs em todo o país, e alguns até tatuaram a logo da Liga nos braços, e mandaram a foto via rede social. “Quando o cara mandou, achei que era brincadeira, mas em seguida ele mandou a foto do tatuador junto e aí eu vi que era verdade mesmo”, lembra V.G. 

Sem cobrança

“Como é mais uma brincadeira, um lifestyle, a gente consegue se manter”, contou V.G, sobre a sobrevivência do grupo na música. Para E.C, 27, A Liga não fica tão sujeita a variação do mercado, já que o estilo deles é diferente do que todo mundo toca e assiste. “Temos mais liberdade de fazer o que a gente quiser nos shows do que os outros, então não ficamos presos à moda”, enfatiza o E.C, que é o mais experiente do grupo, com 14 anos de carreira.

Em meia década de trabalho e centenas de shows, entre os momentos mais marcantes da jovem história está o show de abertura da cantora norte-americana Miley Cyrus, em São Paulo e no Rio, para mais de 20 mil jovens alucinados. “Mesmo sendo muito jovens, foi um dos melhores públicos, porque eles animaram muito, e ainda compartilharam nas redes sociais a festa”, disse L.R, 26. Além disso, eles destacam a apresentação no palco de música eletrônica do Rock In Rio, no final de 2015, e os festivais Kabbalah e o Festival de Verão de Salvador.

Para os próximos anos, A Liga tem planos. “Queremos tocar fora, entrar no mercado do Spring Break e nas festas de Las Vegas, e nos Estados Unidos, que tem muito dessas festas loucas que a gente gosta. O americano gosta de coisas diferentes, e vestem mais a camisa”, afirmou E.C. 

Serviço

O quê: aniversário de 5 anos de A Liga
Quando: 19/3, a partir das 14h
O quê: P12, servidão José Cardoso de Oliveira, Jurerê Internacional, Fpolis
Quanto: a partir de R$ 90 (masc) e R$ 60 (fem)

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