Simone, da dupla com Simaria, fala de cirurgia para retirada do útero

Cantora sofria com adenomiose e já tinha tentado diferentes métodos para conter a doença, mas sem sucesso

A cantora Simone, que faz dupla sertaneja com a irmã Simaria, contou em um vídeo no próprio canal no Youtube como foi o dia em que fez a cirurgia para retirada do útero três meses após o nascimento da filha Zaya.

Simone Mendes, que faz dupla com a irmã Simaria, falou sobre a retirada do útero após tratamentos sem sucesso para curar a adenomiose – Foto: Aline Teixeira Leite Camargo/NDSimone Mendes, que faz dupla com a irmã Simaria, falou sobre a retirada do útero após tratamentos sem sucesso para curar a adenomiose – Foto: Aline Teixeira Leite Camargo/ND

No vídeo, publicado nesta quinta-feira (3), ela descreve os tratamentos a que se submeteu para tratar a adenomiose, doença que a fazia sangrar constantemente, antes de optar pelo procedimento cirúrgico.

“Eu tentei de tudo, mas não consegui reverter o problema com remédios”, ela diz no começo da gravação. Depois de dois meses de sangramento contínuo após a chegada da caçula, a artista foi diagnosticada com a enfermidade, que é benigna e caracterizada pela infiltração do tecido endometrial nos músculos do útero.

Além de sangramento, a doença pode causar fortes cólicas e dor, o que compromete a qualidade de vida da pessoa. “Fizemos algumas etapas para ver se a gente conseguiria conter o sangramento, mas, infelizmente, sem sucesso. Primeiro, foi anticoncepcional, depois remédios, depois introdução do [DIU] Mirena e, mesmo assim, não parou de sangrar”, contou Simone. “Nós achamos melhor, então, fazer a cirurgia, que é a retirada do útero.”

A opção pela cirurgia

A remoção do órgão, porém, não é a única alternativa. Conforme a cantora relatou, há outros meios de tratar a doença, controlando os sintomas, mas tudo depende da resposta de cada organismo.

A adenomiose é semelhante à endometriose, mais conhecida pelo público e já comentada por artistas como Tatá Werneck. Mas, enquanto na primeira o tecido do endométrio cresce dentro do útero, na segunda ele se espalha para fora e pode atingir outros órgãos, como ovários, intestino e bexiga.

No vídeo publicado por Simone, o médico dela, o ginecologista Renato Kalil, comenta que a infiltração da adenomiose era uma característica do útero dela, mas havia um comprometimento chamado istmocele, definido como uma fraqueza da estrutura do órgão, onde fica um “buraquinho”. Essa alteração provocava sangramento na cavidade interna.

O especialista explicou que o procedimento foi trabalhoso do ponto de vista técnico, porque estava diante de um pós-parto recente, mas tudo transcorreu bem. Ele orientou para evitar pegar peso e relações sexuais por, pelo menos, 40 dias, uma vez que qualquer esforço pode abrir os pontos dados no corte.

Confira o vídeo completo abaixo:

*Com informações do E+ Estadão.

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