Condições do tempo e ações de piloto provocaram queda do avião que matou Gabriel Diniz

Cantor sertanejo dono do hit 'Jenifer' morreu aos 28 anos em acidente com aeronave em Sergipe no ano passado

O relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) divulgado nesta sexta-feira (30), apontou que as condições do tempo causadas pela instabilidade atmosférica e por formações meteorológicas, além de ações do piloto, levaram à queda da aeronave que matou o cantor Gabriel Diniz, de 28 anos, em 2019, em Sergipe.

Gabriel Diniz morreu em maio de 2019 – Foto: Reprodução/Instagram

O relatório do órgão da FAB (Força Aérea Brasileira) investigou as causas que levaram ao acidente com a aeronave PT-KLO, modelo PA-28-180, ocorrido no dia 27 de maio de 2019. O documento aponta que “sob condições meteorológicas adversas, houve desprendimento de componentes da aeronave em voo, seguindo-se da queda da aeronave”.

No acidente, o piloto e os passageiros sofreram lesões fatais. A aeronave ficou destruída. De acordo com o relatório, a atitude de não considerar os procedimentos previstos para se manter em condições de voo levou à exposição da aeronave a um elevado risco de acidente.

A presença de fenômenos meteorológicos também contribuiu para a queda da aeronave. Foram identificadas camadas de nuvens baixas e precipitações de intensidade moderada a forte, com instabilidade atmosférica. Segundo o relatório, esses fatores climáticos interferiram de forma determinantes no acidente.

Outro fator citado pelo Cenipa é a indisciplina do voo. “Ao ingressar em área com instabilidade atmosférica e formações meteorológicas, o piloto deixou de observar a ICA 100-12/2016 Regras do Ar, que estabelecia os mínimos de visibilidade e distância de nuvens em Condições Meteorológicas de Voo Visual (VMC).”

O relatório considera ainda que não houve uma avaliação adequada dos parâmetros relacionados à operação da aeronave em relação aos limites operacionais para efeito de decisão. Além disso, o avião não estava certificada para o tipo de voo em uma rota que se caracterizava pela presença de nuvens baixas e com precipitações fortes e moderadas.

Assim, o relatório concluiu que houve inadequação nos trabalhos de preparação realizados pelo piloto para aquele tipo de operação. “A decisão de manter o voo para Maceió, em condições incompatíveis com o voo visual, demonstraram fragilidades na avaliação da situação, cujos prováveis impactos na segurança do voo não foram adequadamente considerados”, afirmou o órgão.

Além disso, o relatório concluiu ainda que “o fato de transportar um artista que possuía compromissos familiares no destino tornou-se um dado relevante para a tomada de decisão, em detrimento a relevantes aspectos relativos à manutenção da segurança da operação”.

+

Música