Gaeco prende suspeitos de facilitar entrada de celulares e drogas no Presídio de Joinville

Atualizado

Um agente prisional e outras 14 pessoas foram presos durante uma operação realizada nesta quinta-feira (7), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) na região Norte do Estado. A ação tem como objetivo desarticular a entrada de drogas e celulares no sistema prisional de Joinville.

Drogas e celulares foram apreendidos durante a operação – Foto: Maikon Costa/RICTV

Batizada de Operação Progresso, as investigações iniciaram em março deste ano, quando o Deap (Departamento de Administração Prisional) informou ao Gaeco sobre a constante apreensão de aparelhos nos presídios da região.

Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a operação englobou duas frentes de atuação. A primeira apurou a existência de supostos grupos de agentes penitenciários que inseriam ilegalmente aparelhos celulares dentro do presídio em troca de propina.

Já o segundo procedimento, investigou supostos integrantes de uma organização criminosa que, com o auxílio de familiares, praticavam o tráfico de drogas durante as visitas. Além disso, segundo o MP, os detentos também comandavam o tráfico e associação de dentro do sistema prisional.

Presídio Regional de Joinville foi o principal alvo da operação – Foto: Arquivo/ND

Ao todo, 50 mandados de busca e apreensão e 21 de prisões temporárias foram expedidos. Porém, apenas 15 pessoas foram detidas, entre familiares e envolvidos na entrada dos objetos, durante a operação desta quinta.

Nas buscas, a polícia ainda apreendeu 2,5kg de cocaína, 3,5kg de maconha e 270 gramas de crack, além de celulares e anotações referentes ao tráfico. Segundo o Gaeco, outros objetos também foram apreendidos. Eles serão periciados com o objetivo de coletar provas que possam identificar outros suspeitos.

Além de Joinville, a operação também ocorreu nas cidades de Araquari, Canoinhas, Balneário Barra do Sul e Mafra, no Norte do Estado, e em Curitibanos, na Serra Catarinense.

Denúncia partiu do Deap

Em nota, o Deap confirmou a prisão temporária do agente que atuava no Presídio Regional de Joinville. Além disso, foram feitas buscas na casa de outros dois agentes, sendo que um deles chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de munição, mas após o pagamento de fiança, foi liberado.

A Corregedora Geral da Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa, Tatiane de Souza Leandro, confirmou que em março a SAP procurou o Gaeco para solicitar uma investigação criminal sobre a entrada de celulares e drogas no sistema prisional, após o levantamento de documentos e dados.

“Desde março e até o presente momento a SAP está colaborando e prestando auxílio às demandas do Gaeco”, informou.

O secretário da SAP, Leandro Lima, ainda enfatizou que a secretaria não compactua com qualquer tipo de ilegalidade ou desvio de conduta no sistema prisional. Além disso, segundo ele, caso sejam comprovadas as acusações, toda as pessoas envolvidas serão penalizadas.

Ao todo, mais de 150 agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Deap e Gaeco participaram da operação.

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