16 partidos catarinenses e suas estratégias para chegar ao governo do Estado em 2018

A disputa por espaço para as eleições de 2018 é intensa entre partidos e candidatos. No ano anterior ao pleito, a estratégia é anunciar candidaturas à cabeça de chapa. Em um segundo momento, é permitido flexibilizar e aceitar outras posições, como vagas a vice ou ao Senado. Um dos fatores levados em conta é a “geografia das urnas” após 2016. Esta semana foi de importantes movimentações.

Pela ordem: - Reprodução/ND
Da esq.: Dário Berger, Eduardo Moreira, Mauro Mariani, Udo Döhler, Claudio Vignatti, Jorginho Mello, Marcos Vieira, Paulo Bauer, Gelson Merisio, Paulinho Bornhausen, Esperidião Amin

1 – PMDB

  • Principais nomes: Dário Berger, senador; Eduardo Moreira, vice-governador; Mauro Mariani, deputado federal; Udo Döhler, prefeito de Joinville.
  • Cenário atual: Dos nomes cotados para disputar o governo, nenhum tem força para se sobrepor ao outro. Uma das alas é encabeçada pelo vice-governador Eduardo Moreira. Durante a campanha eleitoral, ele deve estar no exercício do governo, após renúncia de Raimundo Colombo PSD para concorrer ao Senado. Além do próprio nome, Moreira testa ainda a indicação do prefeito de Joinville, Udo Döller. O empresário desponta com um perfil diferente do político tradicional. Em outras frentes estão o deputado federal Mauro Mariani, presidente estadual do partido, e o senador Dário Berger.
  • Com quem pode coligar: Defende o direito de lançar candidatura própria, após dois mandatos apoiando o PSD. Com um iminente rompimento, o partido busca aliança com o PSDB, até mesmo por uma composição nacional para a candidatura à Presidência da República.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 2,5 milhões
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 98 

2 – PSD

  • Principal nome: Gelson Merisio, deputado estadual.
  • Cenário atual: Quando completar oito anos no comando do Executivo catarinense, o PSD irá pleitear mais um mandato. A principal candidatura do partido ao governo de Santa Catarina, em sucessão a Raimundo Colombo, é do deputado estadual Gelson Merisio. Presidente da Assembleia Legislativa nos últimos dois anos, Merisio já percorre o Estado em eventos para firmar parcerias ao projeto. Nesta semana, em reunião partidária, Colombo declarou apoio formal a Merisio, dizendo que não tem compromisso com outras siglas. Foi um recado claro ao PMDB, iniciando um processo de ruptura com a sigla do atual vice. No mesmo evento, Paulo Bornhausen, presidente do PSB, também formalizou apoio ao projeto do PSD.
  • Com quem pode coligar: Sem reconhecer o acordo de apoiar o PMDB, o partido caminha para o rompimento. Trabalha para atrair outras forças, como o PP e até mesmo o PSDB.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 1,5 milhão
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 61

3 – PSDB

  • Principais nomes: Marcos Vieira, deputado estadual; Paulo Bauer, senador.
  • Cenário atual: Mantendo a tradição de candidaturas ao governo do Estado, fortalece o argumento após o aumento no comando de prefeituras, em municípios estratégicos. Outro fator é a necessidade de um palanque para a candidatura tucana à Presidência. Candidato em 2014, o senador Paulo Bauer perdeu o comando do partido, mas é sempre lembrado, e o mais cotado, para concorrer. Por outro lado, desponta o deputado estadual Marcos Vieira, presidente da sigla, ou quem ele apoiar. O partido, recentemente, voltou à base de Colombo.
  • Com quem pode coligar: Pode estar tanto no projeto do PMDB quanto do PSD, mas neste momento não declina da candidatura ao governo.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 1,3 milhão
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 38

4 – PP

  • Principal nome: Esperidião Amin, deputado federal.
  • Cenário atual: Força história catarinense, o PP manteve o mesmo número de prefeituras em relação ao pleito de 2012, mas perdeu praças importantes. A disputa acirrada no segundo turno na Capital deu amplo destaque à família Amin, dando mais condições ao deputado federal Esperidião. O presidente estadual da sigla entrou no páreo, tanto internamente na legenda, quanto para o comando das articulações com outras forças políticas. O partido fez recentes movimentos de aproximação com o governo do Estado, ingressando efetivamente com cargos na administração de Raimundo Colombo.
  • Com quem pode coligar: É cotado como um dos principais apoios à candidatura do PSD.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 689 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 46

5 – PSB

  • Principal nome: Paulo Bornhausen, ex-deputado federal.
  • Cenário atual: Reestruturado sob o comando da família Bornhausen, o PSB foi o partido que mais cresceu nas eleições municipais de 2016. Não ocupa cargos oficialmente no governo Raimundo Colombo, mas mantém postura alinhada à administração na Assembleia Legislativa. Integra um bloco parlamentar com PP e PR. Tem em Paulo Bornhausen seu principal nome. Nesta semana, ele anunciou apoio ao projeto do PSD, o que lhe dá perspectivas a outras candidaturas, como vice ou Senado.
  • Com quem pode coligar: Após afirmar que conversava com todos, menos o PT, partido declarou apoio ao PSD.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 563 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 10

6 – PT

  • Principal nome: Claudio Vignatti, ex-deputado federal.
  • Cenário atual: Mesmo sem ter sido citado em investigações de corrupção, em Santa Catarina, o partido sofreu os reflexos do desgaste nacional da sigla. Foi o que mais perdeu prefeituras nas eleições municipais mais recentes. No pleito de 2014, lançou a candidatura de Claudio Vignatti, ex-deputado federal, que volta a ser citado para 2018. O deputado federal Pedro Uczai e os estaduais Dirceu Dresch e Luciane Carminatti são outros com força interna na sigla.
  • Com quem pode coligar: Conversa com forças de esquerda, como PSOL, mas sofre com o isolamento de alianças.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 144 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 20

7 – PR

  • Principal nome: Jorginho Mello, deputado federal.
  • Cenário atual: A sigla rompeu com o governador Raimundo Colombo e adotou independência na bancada no Legislativo. Nesta semana, expulsou o deputado Natalino Lázare. Um dos motivos é o alinhamento do parlamentar com o governo Colombo. Ainda na Alesc, compõe bloco com PP e PSB. O presidente do partido, deputado federal Jorginho Mello, fala oficialmente no próprio nome como candidato ao Estado em 2018.
  • Com quem pode coligar: Mesmo citando candidatura própria, imprime forte aproximação com o PMDB.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 110 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 12

8 – DEM

  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Em Santa Catarina, o partido cresceu nas eleições municipais mais recentes, mesmo na contramão da perda de lideranças nos últimos anos, tanto no Estado quanto no país. É Paulo Gouvêa, suplente do senador Dário Berger, um de seus principais quadros, mas sem a pretensão de uma disputa ao Executivo catarinense.
  • Com quem pode coligar: Está na base do governo Colombo, mas na suplência do senador Dário, o que cria ligações tanto com PSD quanto com PMDB.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 61 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 3

9 – PDT

  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Perdeu boa parte das prefeituras que ocupava, no comparativo de 2012 com 2016. É independente da gestão Colombo na Alesc, não sendo raro votar com a oposição. Isso pode mudar em 2017, caso confirme especulação de entrar no governo. Outra possibilidade é de candidatura própria, caso consiga trazer o petista Décio Lima para o partido. O convite já foi feito, mas ainda não foi aceito. Pode ser embalado pela onda pró-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República.
  • Com quem pode coligar: Tendência ao alinhamento com forças de esquerda, como o PT ou o PSOL.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 47 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 3

10 – PPS

  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Partido não tem representação na Assembleia Legislativa e está na deputada federal Carmen Zanotto sua principal liderança. Tem uma prefeitura no Estado e passa por um processo de reformulação em alguns de seus diretórios municipais.
  • Com quem pode coligar: Sem especulações sobre coligação com outros partidos.
  • Número de habitantes sob administração em prefeituras: 36 mil
  • Número absoluto de prefeituras administradas: 1

11 – PCB, 12 – PCdoB, 13 – PSOL e 14 – PSTU

  • Sem candidatos eleitos.
  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Partidos como PCB, PCdoB, PSOL e PSTU tendem ao lançamento de candidaturas, em especial para dar visibilidade às suas ideologias. O PSOL surge como opção mais forte de esquerda, embalado pela derrocada do PT no cenário nacional e pelo bom desempenho da candidatura de Elson Pereira, na Capital. O PCdoB, que concorreu alinhado a Colombo em 2014, tende a partir para a independência, após perder espaço no governo.
  • Com quem pode coligar: Tendência de coligação entre si ou candidaturas próprias.

15 – PRB e 16 – PSC

  • Sem candidatos eleitos.
  • Principal nome: Sem nome especulado.
  • Cenário atual: Partidos como PRB e PSC tiveram crescimento no eleitorado e nos representantes eleitos, embalados por um movimento mais conservador espalhado pelo país. As siglas encontram respaldo principalmente em eleitores ligados às igrejas evangélicas. O PSC tem um representante no Legislativo catarinense, alinhado à base do governo Raimundo Colombo.
  • Com quem pode coligar: Ambos participaram da coligação do PSD. Na Capital, o PRB esteve com o PMDB.

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