17 pessoas são presas em operação contra organização criminosa de SP que tenta atuar em SC

Atualizado

No final da manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Civil divulgou um balanço da Operação Remanescentes iniciada no começo do dia. Até as 11h30, 17 pessoas haviam sido presas na ação que mira uma organização criminosa de São Paulo que tenta se instalar em Santa Catarina. Treze presos já estavam reclusos no sistema prisional do Estado e Paraná e na ruas foram registradas duas prisões em Florianópolis, uma em Navegantes e outra em Praia Grande.

Polícia já havia identificado mais de 300 integrantes até as 7h desta quinta – Polícia Civil/Divulgação/ND

Na Capital, um homem foi preso em flagrante com arma e munições na comunidade Papaquara, no Norte da Ilha. Ele usava tornozeleira eletrônica por responder em liberdade por tráfico de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, em Navegantes, os policiais prenderam um homem que é suspeito de receber e enviar veículos roubados para o Paraguai e trocar por drogas. Já na unidade prisional paranaense de Foz do Iguaçu (PR), foi preso um homem que ordenava delitos da cadeia para comparsas das ruas no Estado.

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Ao todo, a operação que envolveu 120 policiais e ocorreu em razão de investigação da DRACO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), cumpriu 44 ordens judiciais, sendo 17 mandados de prisão preventiva, sete mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão cumpridos em nove cidades: Florianópolis, Joinville, Camboriú, Navegantes, Lages, Criciúma, Tubarão, Praia Grande e Foz do Iguaçu (PR).

“Desde 2017 a equipe da DRACO/DEIC identificou e indiciou mais de 300 indivíduos dessa organização criminosa. Hoje são mais 39 investigados, sendo que 24 serão indiciados e 15 deles serão objeto de compartilhamento de provas para outros inquéritos”, ressaltou o delegado da DRACO/DEIC responsável pela investigação, Antônio Seixas Joca.

O diretor da DEIC, delegado Luis Felipe Fuentes, disse que o objetivo da Polícia Civil é manter a pressão sobre essas organizações criminosas com investigação permanente em operações constantes.

“Tivemos apoio e participação de delegacias especializadas de Joinville, Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Criciúma, Araranguá, Tubarão, Lages, além da Polícia Civil do Paraná que cumpriu mandado de prisão em Foz do Iguaçu”, afirmou o diretor da DEIC.

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