Senado pede habeas corpus para diretor da Polícia, mas Justiça nega

Advogado do Senado afirmou que o Brasil é "extremamente vulnerável" em questões de segurança de informações

CAMILA MATTOSO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Justiça negou um pedido de habeas corpus para o diretor da Polícia do Senado, Pedro Carvalho, preso na Operação Metis, na última sexta-feira (21).

O autor da solicitação no Tribunal Regional Federal foi o próprio Senado, com o advogado da Casa, Alberto Cascais.

Para defender o preso, Cascais afirmou que o Brasil é “extremamente vulnerável” em questões de segurança de informações e de “arapongagem”.

O conteúdo da decisão ainda não foi publicado.

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Autor da solicitação no Tribunal Regional Federal foi o próprio Senado, com o advogado da Casa - Agência Senado/Divulgação/ND
Autor da solicitação no Tribunal Regional Federal foi o próprio Senado, com o advogado da Casa – Agência Senado/Divulgação/ND

Na ação impetrada para tentar libertar o diretor, a defesa também argumentou que não houve nenhuma atuação ilegal de Carvalho e disse que todas as varreduras realizadas fazem parte das atribuições da Polícia do Senado, já que buscam “grampos ilegais”.

O advogado anexou uma série de pedidos de senadores para missões do mesmo tipo entre 2005 e 2010, como forma de legitimar as atividades recentes.

“Não se pode ignorar que o Brasil é um país extremamente vulnerável em matéria de segurança de informações e de escutas ilegais -popularmente referidas como ‘arapongagem’. Essas escutas ilegais são combatidas não apenas pelo Senado, mas por todos os órgãos de cúpula da República”, escreveu Cascais no processo.

De acordo com investigação da Polícia Federal, Pedro Carvalho e outros três policiais atuaram no sentido de atrapalhar a Lava Jato.

A prisão temporária termina nesta terça-feira (25) e pode ser revertida para preventiva, se houver pedido e decisão da Justiça para isso.

Segundo Paulo Igor Bosco Silva, servidor que denunciou a prática, em uma reunião feita pelo diretor com agentes, ele disse que a varredura que seria feita era porque a Lava Jato estava se aproximando do então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

A reportagem tentou entrar em contato com Alberto Cascais, mas ele não atendeu às ligações.

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