A arte reproduz a natureza

Como disse Eça de Queirós: “A arte é um resumo da natureza feita pela imaginação”

Que tipo de expressão no plano (pintura) você prefere, caro leitor? Qual o gênero literário que te atrai, querida leitora? E na TV, novela ou musical? Música? Erudita ou pop? Ah, é chegado num cineminha… Então já foi ver o sétimo episódio da saga Star Wars, né? Não? Prefere puxar um Rosselini ou Glauber na internet? Legal, tudo é questão de gosto.

Tudo é arte!

E o que é arte?

Abrimos o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, da ABL, e lá na página 165 o vocábulo ocupa treze linhas: “s. f. 1. Atividade humana que tem por objetivo a criação de belas obras. 2. Conjunto de obras artísticas de uma época ou de um lugar. 3. Conjunto de preceitos para a perfeita execução de qualquer coisa. 4. Perícia para usar os meios para atingir um resultado. 5. Travessura, traquinada”. Criação de belas obras. É a definição que mais me agrada, por ser mais abrangente (inclusive quando consideramos o item 5).

Arte, acima de tudo, é natureza, seja qual for a definição, gênero ou manifestação. A propósito, veja que bela definição vem do grande romancista português Eça de Queirós: “A arte é um resumo da natureza feita pela imaginação”. A frase estampa o pé da página do dia 8 na minha agenda.

Se você parar para pensar, de fato vai concordar com esse conceito. Desde aquele desenho que você mesmo fez nos primeiros meses de aula no ensino fundamental, retratando uma casa, uma árvore, nuvens… E o que mais? Papai, mamãe, você, o Totó… O cenário é a natureza, seja a criacionista (a mão divina), seja a evolucionista (pessoas e o cãozinho, que um dia foram seres ancestrais).

A pintura rupestre pré-histórica, os quadros do português Silva Porto, as paisagens cariocas de Debret, o cubismo de Picasso ou as formas geométricas do holandês Mondrian… Em tudo você vê a natureza, de maneira explícita ou subentendida como nos abstratos.

O mesmo acontece em outras manifestações artísticas. No anteriormente citado Star Wars, por exemplo, não faltam as ambientações em planetas tão diferentes como o verde Endor dos peludos ewoks, o pantanoso Devoran ou os desérticos Tatooine e Jakku (ô nomezinho carniça!). É a natureza de “…uma galáxia muito muito distante…”. Quem a retrata? George Lucas e os cineastas subsequentes, todos artistas de grosso calibre.

Quer literatura? Comece lendo o Gênesis na Bíblia, passe por Darwin, chegue a Machado de Assis. Machado? Claro: a natureza humana em sua essência. É tudo natureza. Aliás, por falar em arte, parabéns a você que lê essa crônica; no dia 7 de janeiro, foi comemorado o Dia do Leitor.

Quer fotografia? Natureza pura e selvagem nas páginas da National Geographic; natureza humana na obra de Sebastião Salgado. Mais parabéns: no dia 8 de janeiro, foi comemorado o Dia do Fotógrafo.

Sugestões musicais pra já: digite Vivaldi e ouça “As Quatro Estações”, a arte retratando a natureza lá de fora; ou peça ao youtube uma seleção de Count Basie, pura natureza humana com seu boogie-woogie contagiante.

Viva com arte!