A guerra de nervos do IPTU

Prefeitura esclarece em notas oficiais os objetivos e os índices médios aplicados e aponta consequências graves para a maioria da população, caso a Justiça casse a revisão do imposto

Carlos Damião

Urbanismo

O caso do IPTU de Florianópolis virou uma guerra de nervos. O prefeito Cesar Souza Júnior tem evitado declarações diretas à imprensa e não permite que seus assessores deem entrevistas para esclarecer dúvidas sobre os reajustes. Praticamente todas as explicações do poder público são distribuídas em comunicados oficiais, que passam pelo crivo dos dirigentes municipais. Em princípio, parece que a prefeitura estava preparada para as reações de alguns setores da sociedade, em especial as entidades empresariais e alguns formadores de opinião. Numa nota distribuída na quinta (16) à tarde, a prefeitura sintetiza mais uma vez as mudanças, desmentindo categoricamente a informação de que houve “aumento de 250% no valor do imposto”, quando esse índice só se aplica a 818 dos mais de 300 mil imóveis existentes no município. A prefeitura também relaciona as consequências da ação impetrada pelas entidades empresariais, caso a Justiça aceite os argumentos: fim do IPTU Social, fim das isenções por doença, renda e aposentados, fim da isenção para áreas de preservação, fim do IPTU Sustentável, manutenção dos desequilíbrios e aumento linear de IPTU para 237 mil pessoas.

Pouco caso

Vinte moradores de rua dormiam, às 8h30 da manhã de quinta (16), sob as marquises laterais do Edifício das Diretorias, na Rua Deodoro. Se essa não é uma tragédia social, não sei mais o que é tragédia social. O problema é grave e exige intervenção imediata da prefeitura. A Polícia Militar só pode agir caso algum dos andarilhos cometa algum crime

Falou e disse

“O Brasil é esse amontoado de coisas não resolvidas, sempre atropelado por mais outras tantas demandas sem resposta”. Daniel Fantini, no Twitter (@fantini_dff).

País da…

Tive acesso ao cardápio de um botequim do Rio de Janeiro, mais especificamente da praia de Ipanema, que mostra bem o espírito pré-Copa do Mundo entre alguns comerciantes. Um misto quente – uma fatia de queijo e uma de presunto dentro de um pão, cujo custo não chega a R$ 5 – sai R$ 20 para o consumidor.

…Copa

E a coisa vai adiante: uma salada de frutas custa R$ 40, uma porção de calabresa R$ 50 e uma porção de batatas fritas R$ 30. Já há quem sugira a mudança do nome da moeda brasileira, especificamente para o Rio de Janeiro, de real para surreal. O movimento pela alteração faz campanha, com sucesso e humor, nas redes sociais.

Tem mais

Florianópolis não está muito longe da realidade dos preços do Rio de Janeiro. Aqui, um prosaico linguado grelhado, com batatas sauté, uma porção de arroz e uma salada sem-vergonha, chega a custar R$ 180 em certos restaurantes metidos a chiques. É muito dinheiro para um prato cujo custo não chega a R$ 30.

Gente nossa

A mais tradicional loja de varejo catarinense realizou seu segundo sorteio da campanha Natal da Sorte Koerich, com três automóveis Ônix Chevrolet. O incrível é a quantidade de cupons que participaram da promoção: 1,7 milhão. Registre-se que, desde os primórdios, há cinco décadas, o Koerich realiza promoções do gênero. No museu da empresa há cupons originais de sorteios dos automóveis da época, como Simca.

Cine infantil

Produtores de diversos Estados brasileiros e até de outros países deverão participar da 13ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que neste ano inicia mais cedo, dia 31 de maio, para debater o cinema voltado ao público infantil. Na última edição, 80 produções foram selecionadas. Serão onze dias de programação, abordando assuntos como inclusão social, edução, infância e cultura. A mostra será no Teatro Governador Pedro Ivo.

Número 1

Cláudia Barbosa abriu a conta 000001-0 da Agência Poeta Zininho da Caixa Econômica Federal em Florianópolis – construída no terreno onde, em priscas eras, funcionou o lendário Hotel La Porta. Cláudia é filha do poeta, autor do Rancho de Amor à Ilha, homenageado pela Caixa.

Diversão

Está aberto o circuito de minigolfe na praça central do Floripa Shopping. A atração que reúne amigos e famílias durante a temporada conta com um circuito especial, que equivale à metade de um campo de golfe: uma pista de treino, nove pistas de jogo e uma pista bônus (Hole in One). Funciona diariamente, até o dia 8 de março, e custa R$ 12.

Paranoia

Pronto: a Justiça, os shoppings e o governo de São Paulo conseguiram transformar os “rolezinhos” num caso mais político que social. Na quinta (16), dois dos shoppings da capital paulista fecharam suas portas no fim da tarde, para evitar o acesso de populares.

Invasão

Mais leitores opinam sobre o caso da invasão de um terreno no bairro Ratones, Norte da Ilha:

— Invasão é crime e está no Código Penal. Vivemos em um Estado Democrático de Direito e ninguém, absolutamente ninguém, repito, está autorizado a fazer justiça com as próprias mãos. Neste caso, se apropriar de terreno alheio! Isso é um ato de violência. Tudo que viola algo de outrem, é um ato de violência!

(Rejane Varela)

— O metro quadrado mais caro do Brasil, a cidade que não oferece nenhuma alternativa – como manda a Constituição – para habitação para classes pobres, cujas orlas estão “ocupadas” por mansões irregulares, clubes de praia, cujas praias vão sendo simplesmente fechadas à entrada da população. E, embora os “com grana, nome e posição” não façam “gato”, costumam acumular dívidas na Celesc que sempre dá um jeitinho para os amigos do rei.

(Mirela Maria)

Divulgação

Segurança

Sexo nada frágil

Duas policiais civis – uma de Criciúma e outra de Ituporanga – que estão no litoral participando da Operação Veraneio foram recrutadas para realizar uma série de exercícios junto à COPE (Coordenadoria de Operações Policiais Especiais), em Florianópolis. Nesta sexta (17) as policiais participam de um treinamento de “tiro embarcado de helicóptero”, ou seja, os instrutores querem ver se do alto elas são tão certeiras quanto na terra (foto). 

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