A invasão e as evasivas

Explicações e mais explicações, mas o fato é que até agora as autoridades catarinenses só fizeram cara de paisagem para a invasão do terreno na SC-401

Têm razão os que dizem que, se o proprietário do terreno às margens da SC-401 tivesse começado um empreendimento imobiliário, já teria sido embargado pelo Ibama, ICMBio, Fatma, Floram e o raio que o parta. Vamos ser honestos: a surpreendente invasão – com 100% de migrantes, inclusive índios, do Oeste e de outros Estados – imobilizou o poder público, nossos governantes ficaram com cara de paisagem, tipo “ah é, é?”. Tirá-los de lá, mediante decisão judicial, vai ser o caos. A invasão é só uma parte do pepino social em Florianópolis. Conforme a prefeitura, há 14 mil famílias carentes aguardando uma moradia na cidade, muitas das quais na fila de espera há 20 anos. Pelo novo Plano Diretor, haverá espaço para uma parte considerável desse povo. O problema nem é a previsão do Plano Diretor, mas o tempo que isso levará para ser resolvido! Lembrei ontem, no A Cidade na Record, que a prefeita Angela Amin conseguiu solucionar sem mais delongas aquela vergonha de favela instalada ao longo da Via Expressa da BR-282, tolerada e até estimulada, por razões políticas, por seus antecessores. Angela obteve recursos internacionais e removeu os casebres rapidamente, construindo conjuntos habitacionais para os favelados. Pena que, de lá para cá, a situação só se agravou. E a favela da SC-401 parece ser mesmo uma cópia da que havia na Via Expressa.

Planejado

As invasões de áreas para implantação de favelas são planejadas com muita antecedência, há grupos obscuros especializados nisso. Não acontecem “de repente”, como nos fazem crer algumas autoridades. E a multiplicação de invasores se dá de uma forma muito moderna: por ligações de telefones celulares ou mensagens de SMS e redes sociais (a “ocupação” tem até página no Facebook). Simples assim. E só isso explica o aparecimento de tanta gente ali na SC-401.

Culpados

Há quem diga que reclamamos demais dos preços cobrados por bares, restaurantes e cafés de Florianópolis. Até porque esse não é um problema recente, é recorrente na cidade, que atraiu uma legião de “empreendedores” de olho grande na grana dos turistas novos-ricos. E o problema é esse mesmo: quem dita os preços são eles, os novos-ricos deslumbrados, que acham “chique” pagar caro pelo que consomem.

Olezinho

“É cedo pra saber se terá rolezinho na Copa, mas a torcida é pra que Neymar e a seleção providenciem pelo menos um olezinho nos adversários”. Do jornalista e escritor Celso Vicenzi, no Twitter (‏@celso_vicenzi)

Fogo na mata

Só uma palavra para definir os incêndios em áreas florestais e de restinga, no Pântano do Sul e Joaquina, na terça (21): tristeza. O pior é que o combate ao fogo, por helicópteros da PM e dos Bombeiros, mostrava-se pouco eficaz no fim da tarde. O que levou muita gente a questionar: estamos preparados para enfrentar grandes incêndios, em especial os florestais?

Não é bem assim

Amigos que participam dos encontros de “lancheiros” no Tinguá (Governador Celso Ramos) garantem que a grande maioria não joga lixo no mar, nem na faixa de areia. Eles atribuem os resíduos encontrados no local a casos isolados, provavelmente de pessoas que ficam ao largo – fora da área delimitada como “de camarotes”.

Bolsões

Mais de 20 mil pessoas estão sendo esperadas no Creamfields Brasil

neste sábado (25), na Capital. Considerado um dos maiores eventos de música eletrônica do mundo, o festival será no Complexo Music Park, em Jurerê Internacional. E para evitar grandes filas em direção ao norte da Ilha, a organização da festa vai adotar dois bolsões de estacionamento. Vans gratuitas levarão o público até o festival, desde a abertura da casa, às 18h, até a saída do último carro nos bolsões.

Tacógrafo

Horrorizado com as manobras radicais de muitos motoristas de táxi, que trafegam acima da velocidade permitida em ruas pacatas de Florianópolis, o lendário advogado Cláudio Gastão da Rosa (sênior) sugere que a prefeitura obrigue a instalação de tacógrafos nos veículos. “É impressionante como existem taxistas que colocam a vida de todos em risco em pleno centro da cidade. Já tomei muitos sustos”, disse-me.

Cantigas

O espetáculo Cirandar, do grupo cultural Roda Viva, é atração deste domingo (26) em Palhoça, no Passeio Pedra Branca. Recheado de cantigas como A loja do Mestre André e O Conto da Dona Baratinha, o show traz a ciranda, a brincadeira de mãos dadas cantada e dançada para o cotidiano dos espectadores. A apresentação, às 18 horas, é gratuita.

Setor 2.5

Há um novo tipo de negócios em franco crescimento no mundo que permite aos empreendedores unir sustentabilidade financeira e impacto positivo à sociedade. É o chamado setor 2.5, formado por empresas que não são somente destinadas ao lucro, mas que também não são simplesmente ONGs ou entidades sem fins lucrativos.

* * *

Segundo relatório do sistema de inteligência setorial do Sebrae/SC, este setor representa até 30% do total de empresas que buscam apoio da entidade para iniciar os negócios

James Tavares

Saúde

Uma nova luz

A região continental de Florianópolis recuperou, na terça (21), um equipamento de saúde fundamental para o atendimento da comunidade: o Hospital Florianópolis, inteiramente revitalizado, com 50 leitos de internação, 10 leitos de UTI, centro cirúrgico com três salas, além de quatro leitos de recuperação. O governador Raimundo Colombo, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, e a secretária da Saúde, Tânia Eberhardt, comandaram a inauguração.

Divulgação Felipe Koerich

Segurança

Mais segurança…

Agora é oficial. A Secretaria de Estado da Segurança Pública recebeu a informação, na terça (21), que a prefeitura de Florianópolis doará um terreno para construção da delegacia de polícia do Sul da Ilha, uma antiga reivindicação daquela comunidade. O projeto de lei será encaminhado à Câmara no início de fevereiro, para análise e aprovação dos vereadores.

… no Sul da Ilha

A nova unidade será construída em um terreno com 2,5 mil metros quadros, localizado próximo ao terminal integrado do Rio Tavares. Toda a área foi aterrada pela prefeitura municipal. Na imagem, o secretário César Grubba (centro), com a cúpula da SSP e representantes da prefeitura da Capital.

Loading...