A possibilidade da pena de morte

Declaração de delegado, divulgada ao vivo na Rádio Record 1470, mostra que polícia e sociedade estão no limite em relação à violência

“Se vierem para o confronto, nós vamos matar”. A declaração do delegado Cláudio Monteiro, revelada ao vivo na Rádio Record 1470 na manhã de terça-feira (3), repercutiu intensamente, inclusive junto ao Ministério Público Estadual, pelo seu conteúdo direto, implacável, impiedoso. Ele se referia à repressão policial aos bandidos que atacam caixas eletrônicos em Santa Catarina, depois da bem-sucedida operação que resultou na prisão de um grupo e na morte de um dos assaltantes, na segunda-feira (3). Na prática, o delegado pode até pensar que, na ação policial, um ou mais criminosos possam tombar durante um tiroteio – e imagina-se que os bandidos também tenham noção desse risco. Mas não pode, evidentemente, dizer o que disse, da forma como disse, porque representa, na prática, a admissão pura e simples da pena de morte como alternativa para combate ao crime. Não é esse o caminho, mas a prevenção, o patrulhamento e a vigilância permanente.

Impunidade

Ainda sobre a declaração do delegado Cláudio Monteiro, cumpre lembrar o que vêm dizendo, há muito tempo, os comandantes da Polícia Militar, a propósito das “brechas legais”, que permitem a volta de bandidos às ruas numa frequência irritante e cada vez mais incompreensível para as pessoas de bem.

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Logo, abrir fogo contra bandidos, num país em que a impunidade campeia, não é estranho, mas é imprudente. Porque o complicado, nesse caso, é a chamada “presunção da inocência” ou o legítimo direito à ampla defesa.

Consequências

É claro que os bandidos tornaram-se muito mais ousados nos últimos anos, graças à omissão e ao pouco caso do governo do Estado em relação à segurança pública. E a prova aparece nas ações contra caixas eletrônicos, contra o comércio e residências, e no impressionante atentado a uma delegacia de polícia, em São José, contra a qual foram efetuados cerca de 25 disparos.

Resposta

Mas é preciso admitir que a segurança pública melhorou bastante nestes 15 primeiros meses da administração de Raimundo Colombo. Batalhões da Polícia Militar no Norte da Ilha (21º), Continente (22º), Centro (4º) ou em São José (7º) vêm registrando impressionantes vitórias nas suas ações contra o crime. Apreensões de armas e drogas, além de prisões, são diárias.

Divulgação Osvaldo Peixoto

Urbanismo

Prédio público abandonado no Estreito…
Divulgação Osvaldo Peixoto

Urbanismo

… e automóveis oficiais no terreno

Abandono

Esse imóvel fica no número 95 da Rua 15 de Novembro, que é mais conhecida como a Rua da Casan no Continente. O edifício tem jeito de ser do governo estadual, com ares de abandono, guardando em seu terreno várias viaturas das polícias Civil e Militar, depenadas, depredadas e abandonadas. “Como sempre falta local para se abrir creches, postos de saúdes, delegacias, albergues… etc., vai aí uma dica”, diz o leitor Osvaldo Peixoto.

Paradoxo

O leitor Carlos Wendt diz que não consegue entender “essa permissividade que existe em nossa sociedade: ao mesmo tempo em que várias vozes no meio comercial exigem mais polícia e segurança, colocam em suas vitrines itens no mínimo incentivadores à violência, como soco inglês, e ao consumo de drogas (trituradores e papel de seda). Quem financia o crime é o consumidor de drogas”.

Telefonia

“Ora, se o problema é a falta de condições para atender de forma plena o que prometem, deveriam as companhias deixar imediatamente de colocar novas linhas no mercado. (…) O que não se pode, em respeito ao direito dos consumidores, é permitir que a eventual incapacidade técnica, sirva de desculpa para a falta de compromisso das operadoras com seus clientes”.

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Trecho de artigo do advogado Claudio Lamachia, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul, publicado no Consultor Jurídico, sobre a bagunça que virou o sistema de telefonia celular no país.

Divulgação Paulo Roberto Witoslawski

Cidadania

Uma cena que impressiona e choca, no centro da Capital

Ironia

A cena é recorrente, a rua Victor Meirelles continua sendo uma das preferidas pelos moradores de rua, mas o que chama atenção, neste caso, é o banner pomposo que propagandeia o respeito ao cidadão!

Sem esperteza

Abusadinha essa empresa Zetks, não? Cobrava R$ 5 dos compradores de ingressos para o show de Paul McCartney, apenas para entregar os tíquetes. Felizmente, o Ministério Público Estadual percebeu a cobrança abusiva, segundo informa o Notícias do Dia, e mandou a empresa suspender a facada e devolver o que já foi cobrado. Mas era só o que faltava mesmo: cobrança de taxa de entrega, quando o consumidor é que vai buscar o ingresso!

Bagunça urbana

Caminhos alternativos para fugir dos engarrafamentos são normais em qualquer cidade. Mas em Florianópolis, a fuga dos motoristas tornou-se abusada e desrespeitosa. Caso, por exemplo, de bairros como Coqueiros, que têm sua vida tranquila agredida por bárbaros ensandecidos, que não respeitam faixas de pedestres, sinaleiras, entradas e saídas de escolas, bicicletas. Ao invés de ganhar tempo, perdem tanto quanto se estivessem na Via Expressa da BR-282.

Escapadinha

Há outro caminho alternativo que deveria merecer atenção firme das autoridades. Trata-se da via interna do Terminal Rodoviário Rita Maria, transformada todas as tardes em rota de fuga do engarrafamento rumo à Ponte Colombo Salles. Espertinhos e neuróticos entram na rodoviária e voltam à Avenida Paulo Fontes, mais adiante, na altura da passarela de pedestres. Alô, Guarda Municipal, cadê você?

Solidão

“Percorrendo a pé o Saco da Lama (Coqueiros), passei a contar o número de veículos que transitam em direção ao Centro com apenas um ocupante. De cada 10 veículos, 8 trafegam com apenas 1 ocupante. Mobilidade urbana? Desse jeito?”. Observações enviadas pelo leitor Rubens Filho, via Twitter.

Anjos

Arquiteto e fotógrafo Joel Pacheco, incansável batalhador da cultura catarinense, apresenta a partir desta quarta-feira (4), no Museu Histórico de Santa Catarina (Palácio Cruz e Sousa) um conjunto de fotografias registradas no Arquipélago de Açores e na Ilha de Santa Catarina. A mostra tem o título de Anjos dos Açores e de Florianópolis.

Hino e cidadania

“Mudar o Hino de Santa Catarina não é a questão, mas sim mudar a cultura e educação dos catarinenses e incentivar sua execução nas escolas”. Renata Furlanetto, em seu Twitter (@ReFurlanettoo)