Acordo para campo do Palmeiras do Porto da Lagoa pode sair nesta terça-feira

Prefeitura apresentou proposta de compra para desapropriar área e restituir à comunidade

Janine Turco/ND

No dia 10 de abril, decisão da Justiça deu reintegração de posse aos propriatérios

A novela envolvendo o campo do Palmerinha, no Porto da Lagoa, pode terminar nesta terça-feira. E o que é melhor, com final feliz para os esportistas da comunidade. A informação foi dada ao presidente da Associação de Moradores do Porto da Lagoa, Luciano Pereira, pelo secretário de Governo, Gean Loureiro. Mais cauteloso, o procurador geral do município, Jaime de Souza, diz que as negociações estão adiantadas, mas não dá prazo para concluir a desapropriação.

O prefeito da Capital, Dario Berger (PMDB), costura acordo para desapropriar amigavelmente a área de 8.020 metros quadrados. Ele já deu a ordem para o município pagar R$ 291 mil pela propriedade. A oferta ficou aquém do que valeria o terreno caso não estivesse em uma AVL (Área Verde de Lazer). Na semana passada, a pedido do jornal Notícias do Dia, um corretor avaliou o imóvel entre R$ 2,4 milhões e R$ 4 milhões, caso não houvesse o impedimento para construção de imóveis.

Segundo Berger, o negócio deve ser fechado pelo montante oferecido, mas depois os herdeiros do terreno devem recorrer. “Vão fechar o acordo e depois pedir nova avaliação judicialmente”, explico Berger.
O líder comunitário Luciano Pereira está confiante com a retomada da única área de lazer do Porto da Lagoa. “Estamos acompanhando as negociações com tranquilidade. O Gean Loureiro acredita que tudo estará pronto nesta terça-feira”, ressaltou. A confiança é tanta, que Pereira já pensa em pedir ajuda para construir uma quadra poliesportiva junto ao campo de futebol da Sociedade Esportiva Palmeiras, o Palmerinha.

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