Acusado de matar a namorada em Imbituba vai a júri popular

Atualizado

O oficial de cartório de registro de imóveis de Imbituba Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, será julgado em júri popular pela morte da namorada Isadora Viana Costa, de 22 anos. O assassinato ocorreu em 8 de maio do ano passado. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio e fraude processual. O réu poderá recorrer em liberdade. As informações são do MPSC. 

A promotora Sandra Goulart Giesta da Silva, destacou na denúnciaque o crime foi qualificado por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de cometer fraude processual, ao modificar a cena do crime a fim de induzir o perito a erro. Segundo o MP, o reú solicitou atendimento ao Corpo de Bombeiros, informando que a vítima estaria tendo uma convulsão. Ao invés de acompanhar a namorada até o hospital,  uma vez que ela não tinha nenhum familiar ou amigo na cidade, ele permaneceu na residência, segundo a denúncia, para ocultar provas, dificultando o trabalho de investigação.

Paulo Odilon conheceu Isadora em Santa Maria (RS), em março de 2018. Os dois logo começaram a namorar e em 22 de abril a jovem aceitou o convite para passar uns dias no apartamento do namorado, em Imbituba. Desde que começou a conviver com o namorado, Isadora constatou, segundo a apuração, que Paulo Odilon era usuário de cocaína, drogas sintéticas, bebidas alcoólicas e remédios controlados. A vítima também percebeu, e confidenciou a amigas, que nos momentos em que ele estava sob efeito de drogas se tornava agressivo e descontrolado.

Durante a noite de 7 até a madrugada de 8 de maio, de acordo com a denúncia, o casal ingeriu bebida alcoólica. O denunciado também usou cocaína. Por volta de 05h45min, Isadora acreditou que o namorado estivesse passando mal. Paulo Odilon espumava pela boca. Desesperada, ela decidiu chamar a irmã do namorado para socorrê-lo. Só que o oficial de cartório escondia da família que era viciado em drogas.

Atendendo ao chamado de Isadora, a irmã de Paulo, acompanhada do noivo, foi até o apartamento por volta das 6 horas. O denunciado, trancado no quarto, não atendeu aos chamados da irmã. A porta foi arrombada. Após constatar que Paulo estava bem, a irmã e o noivo foram embora. Assim que saíram, o oficial de cartório teria tido uma explosão de fúria. Como tentava esconder da família o vício, ficou furioso com a namorada pelo simples motivo de ela ter chamado a irmã para socorrê-lo.

“O médico legista concluiu que as lesões traumáticas encontradas no abdômen da vítima, como laceração de vasos abdominais e laceração hepática, foram decorrentes de ação mecânica de alto impacto contra o abdômen e provavelmente repetitiva, compatíveis com múltiplos chutes, joelhadas e socos”.

A partir de agora, o MPSC e a defesa têm cinco dias para apresentarem o rol de testemunhas que irão depor em plenário. A sentença de pronúncia foi proferida pelo Juiz Welton Rubenich.

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Acusado de matar a namorada em Imbituba vai a júri popular

O oficial de cartório de registro de imóveis de Imbituba Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, será julgado em júri popular pela morte da namorada Isadora Viana Costa, de 22 anos. O assassinato ocorreu em 8 de maio do ano passado. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio e fraude processual. O réu poderá recorrer em liberdade. As informações são do MPSC. 

A promotora Sandra Goulart Giesta da Silva, destacou na denúncia que o crime foi qualificado por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de cometer fraude processual, ao modificar a cena do crime a fim de induzir o perito a erro. Segundo o MP, o reú solicitou atendimento ao Corpo de Bombeiros, informando que a vítima estaria tendo uma convulsão. Ao invés de acompanhar a namorada até o hospital,  uma vez que ela não tinha nenhum familiar ou amigo na cidade, ele permaneceu na residência, segundo a denúncia, para ocultar provas, dificultando o trabalho de investigação.

Isadora era natural do Rio Grande do Sul e começou a se relacionar com Paulo Odilon em março deste ano - RICTV Record/Reprodução/ND
Isadora era natural do Rio Grande do Sul e começou a se relacionar com Paulo Odilon em março deste ano – RICTV Record/Reprodução/ND

Paulo Odilon conheceu Isadora em Santa Maria (RS), em março de 2018. Os dois logo começaram a namorar e em 22 de abril a jovem aceitou o convite para passar uns dias no apartamento do namorado, em Imbituba. Desde que começou a conviver com o namorado, Isadora constatou, segundo a apuração, que Paulo Odilon era usuário de cocaína, drogas sintéticas, bebidas alcoólicas e remédios controlados. A vítima também percebeu, e confidenciou a amigas, que nos momentos em que ele estava sob efeito de drogas se tornava agressivo e descontrolado.

Durante a noite de 7 até a madrugada de 8 de maio, de acordo com a denúncia, o casal ingeriu bebida alcoólica. O denunciado também usou cocaína. Por volta de 05h45min, Isadora acreditou que o namorado estivesse passando mal. Paulo Odilon espumava pela boca. Desesperada, ela decidiu chamar a irmã do namorado para socorrê-lo. Só que o oficial de cartório escondia da família que era viciado em drogas.

Atendendo ao chamado de Isadora, a irmã de Paulo, acompanhada do noivo, foi até o apartamento por volta das 6 horas. O denunciado, trancado no quarto, não atendeu aos chamados da irmã. A porta foi arrombada. Após constatar que Paulo estava bem, a irmã e o noivo foram embora. Assim que saíram, o oficial de cartório teria tido uma explosão de fúria. Como tentava esconder da família o vício, ficou furioso com a namorada pelo simples motivo de ela ter chamado a irmã para socorrê-lo.

“O médico legista concluiu que as lesões traumáticas encontradas no abdômen da vítima, como laceração de vasos abdominais e laceração hepática, foram decorrentes de ação mecânica de alto impacto contra o abdômen e provavelmente repetitiva, compatíveis com múltiplos chutes, joelhadas e socos”.

A partir de agora, o MPSC e a defesa têm cinco dias para apresentarem o rol de testemunhas que irão depor em plenário. A sentença de pronúncia foi proferida pelo Juiz Welton Rubenich.

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