Acusado de matar policial em padaria de Florianópolis tem prisão mantida pelo TJ

O suspeito do latrocínio (roubo seguido de morte) do policial militar Celso Olivério da Costa, de 55 anos, em padaria no bairro Canto, em Florianópolis, teve pedido liminar de habeas corpus negado. O crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2017, tendo a participação de dois homens, que mataram a vítima e roubaram R$ 300.

Assalto realizado no dia 11 de agosto de 2018 – Reprodução ND

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O suspeito havia sido preso preventivamente apenas em janeiro de 2019 e, assim, pediu liberdade pelo excesso de prazo da prisão. Ele alegou que possui trabalho e residência fixa, aponta o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), além de não ter antecedentes criminais.

Apesar disso, aparece como autor de dois atos infracionais equivalentes a roubo quando era menor de idade, segundo a Justiça.

“Por outro lado, não se descortina, igualmente, excesso de prazo na prisão preventiva do paciente, considerando que se encontra recolhido há nem cinco meses, uma vez que o mandado de prisão foi cumprido somente no dia 18 de janeiro de 2019, e toda prova oral já foi produzida em juízo, estando o feito na fase do artigo 402 do Código de Processo Penal, no aguardo de uma diligência postulada pelo Ministério Público, consistente na quebra de sigilo de dados de aparelhos telefônicos, a fim de confrontar com o interrogatório judicial”, disse em voto o desembargador relator, Norival Acácio Engel, da 2ª Câmara Criminal do TJSC.

A sessão foi presidida pelo desembargador Sérgio Rizelo e dela participou o desembargador Volnei Celso Tomazini. A decisão, de 4 de junho, foi unânime.

Relembre o caso

Às 20h44 do dia 11 de agosto de 2017, dois homens armados com um revólver calibre .38 entraram numa padaria com o objetivo de assaltar o estabelecimento. O autor que fez o pedido do habeas corpus ficou no veículo enquanto o comparsa entrou no estabelecimento comercial e anunciou o assalto.

O proprietário entregou R$ 300 que tinha no bolso, porque estava fora do caixa. Simultaneamente, uma funcionária da padaria comunicou o policial militar que trabalhava como segurança do local e estava na rua.

Um vídeo, gravado a partir das imagens das câmaras de segurança e disponibilizado acima, mostra a ação no estabelecimento.

Quando Celso entrou no comércio, um dos ladrões atirou contra seu peito, o que resultou em sua morte. Ele chegou a ser levado até o Hospital Florianópolis, mas não resistiu aos ferimentos.

O policial fazia a segurança do local há cinco anos, sendo que a padaria já acumulava um histórico de quatro assaltos. No dia da sua morte, entretanto, foi a primeira vez que os criminosos agiram com tanta violência.

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