Acusado de matar rival por elogiar namorada por app irá a júri popular, em Palhoça

Um homem acusado de matar outro homem por causa de ciúmes, em março deste ano, no bairro Furadinho, em Palhoça, irá a júri popular. Renan Madruga da Rosa responderá por homicídio duplamente qualificado – por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

Renan é acusado de matar Raimundo Nonato Ribeiro Lima, com disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax da vítima.

Homem foi preso em flagrante após o crime – Foto: Arquivo/Divulgação

Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o assassinato aconteceu por ciúmes, porque a vítima mandou mensagens por um aplicativo com elogios à namorada do réu. Ainda não há data para o julgamento.

Relembre o caso

Conforme a denúncia do Ministério Público, no dia 19 de março, por volta das 14h, Renan e a namorada se dirigiram à chácara do pai da mulher. O imóvel fica nas imediações da BR-101 no bairro Furadinho, em Palhoça, na Grande Florianópolis.

Ao chegar, a jovem chamou pelo pai, mas quem apareceu foi a madrasta. As duas começaram a discutir e entraram em vias de fato, conforme o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).

Foi então que Raimundo, irmão da madrasta, tentou separar a briga. Segundo o TJ, ele tinha enviado mensagens por aplicativo à namorada de Renan, elogiando a beleza dela.

Neste momento, o namorado da jovem sacou uma pistola 9.mm e fez vários disparos. Raimundo morreu no local.

O casal saiu da chácara e foi para casa, onde a polícia efetuou a prisão em flagrante. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público, mas apenas o homem foi pronunciado.

Tiro pelas costas

Inconformado com a decisão, Renan recorreu ao TJ para que fossem afastadas as qualificadoras de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

O réu sustentou legítima defesa, mas os desembargadores entenderam que não há qualquer prova cabal nos autos neste sentido.

“A vítima estaria sentada em um banco existente na parte coberta anexa à residência, e ficou prostrada ao chão no mesmo local, demonstrando que não teve qualquer reação ao ato praticado”, citou a decisão da 5ª Câmara Criminal do TJSC.

A decisão ainda citou o laudo pericial, que apontou que pelo menos um dos disparos foi realizado pelas costas da vítima, “o que reforça o indício de que o ataque foi realizado de inopino, sem possibilidade de defesa”.

Contraponto

A reportagem não conseguiu localizado o advogado Édson Carvalho, que consta no TJ como defensor de Renan Madruga da Rosa. O espaço está aberto para a defesa.

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